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Pai queria reconhecer o corpo das filhas

Enterro das garotas afogadas no rio Paraguaçu pode demorar até 30 dias

Jaílton Almeida Ventura, pai de Iara Machado Ventura, sete anos, e Vitória Machado Ventura, cinco anos, que morreram afogadas em um acidente de canoa na última quinta-feira (14), durante a travessia de Cabaceiras do Paraguaçu a Santo Estevão, recebeu mais uma notícia ruim nesta terça-feira (19). Ele foi ao Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Feira de Santana e soube que o prazo para enterrar as filhas pode chegar a até 30 dias.

O motivo do prazo estendido é que os corpos das crianças precisam passar por exames de DNA para reconhecer Iara e Vitória. Em função do tempo em que elas ficaram mortas na água, segundo os técnicos do DPT, a pele dos pés e das mãos das garotas se despreendeu.

“Eu passei quatro dias sofrendo na beira do rio, de dia e de noite, atrás das minhas filhas e agora uma notícia dessas. Eu disse para eles que eu reconheço as minhas filhas, eu sou pai. Mas eles dizem que é necessário seguir a lei. Não aguento mais esse sofrimento. Só quero enterrar minhas filhas”, disse Jaílton emocionado ao site Acorda Cidade.

O acidente ocorreu na quinta-feira no rio Paraguaçu. A única sobrevivente é Idália dos Santos Cardoso Machado, mãe das meninas. Almezina Cruz Meira, 64 anos, e Joaquim dos Santos Almeida, 36 anos, também morreram no acidente. Foto: Aldo Matos

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