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Prefeita diz não ter medo de CPI

Jornal acusa prefeita de Maragojipe de assinar contrato para beneficiar deputado que ajudou sua campanha

O Jornal da Metrópole que começou a circular nesta sexta-feira (1) trouxe denúncias contra a prefeita de Maragojipe, Lúcia Maria dos Santos, conhecida como “Vera da Saúde” (PMDB). A gestora é acusada de contratar o escritório Lomanto, Brito & Machado para prestar assessoria jurídica à Prefeitura. O contrato foi publicado no Diário Oficial de 30 de janeiro. O custo total é de R$ 216 mil por um ano de trabalho, ou R$ 18 mil mensais.

O escritório contratado pela Prefeitura de Maragojipe tem como um dos sócios Targino Machado Pedreira Neto, filho do deputado estadual Targino Machado (PSC). O parlamentar foi um dos maiores apoiadores da candidatura de “Vera da Saúde” na última eleição municipal.

O contrato é questionado pelos oposicionista pelo alto valor mensal e porque a Prefeitura tem a Procuradoria com advogados nomeados e pagos com recursos públicos para prestar assessoria jurídica à gestão.

José Costa Neto, procurador de Maragojipe, falou à reportagem do Jornal da Metrópole que “desconhece” o contrato, mas admitiu que alguns serviços, mesmo com o acerto entre Prefeitura e o escritório, podem ser feitos pela Procuradoria do município.

O advogado Targino Machado Neto declarou discordar que a relação tenha qualquer tipo de problema. Ele disse que a contratação direta pode ser feita levando em conta “notória especialização” e “confiança do gestor no trabalho do advogado”.

O deputado Targino Machado não foi encontrado pela reportagem do Jornal da Metrópole para falar sobre o assunto. A assessoria da prefeita “Vera da Saúde” alegou “agenda cheia” da gestora e ela não explicou o contrato.

MAIS DENÚNCIAS

O ex-coordenador da campanha de “Vera da Saúde” publicou uma carta aberta à população de Maragojipe. Ele acusa a gestora de “compra de votos, pagamento irregular de salários, contratação irregular de funcionários” e “atos de improbidade administrativa e perseguição política”.

Os oposicionistas Neto do PT, Roque do Trator (PT) e Didi da Avenida (PSDB) pediram abertura de CPI na Câmara de Vereadores. A assessoria de imprensa da Prefeitura disse ao Jornal da Metrópole que a gestora “não tem medo de CPI”.

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