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Edson Ribeiro confirma candidatura para deputado estadual em 2014

Presidente da Câmara de Vereadores até o final de 2014, Edson Ribeiro concedeu entrevista exclusiva ao Bahia Recôncavo, em seu gabinete, e não fugiu de nenhuma pergunta. O democrata deixou claro que respeita muito a liderança de ACM Neto (DEM) e, caso o prefeito de Salvador decida, ele sobe em palanque petista em 2014. Edson elogiou a atual legislatura e acredita que existem outros 14 vereadores capazes de assumir a presidência da Câmara no segundo biênio. O democrata confirmou sua intenção de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa em 2014, mas refutou qualquer interesse em iniciar discussão sobre 2016 porque ele acredita que o prefeito Raimundo Jean (PMDB) tem “direito” a pleitear uma nova disputa.

Bahia Recôncavo – Quais são as maiores dificuldades nos seis primeiros meses de sua gestão na presidência da Câmara de Vereadores?

Edson – Nós já fizemos muitas mudanças aqui. As dificuldades nós já superamos. Aprovamos modificações no regimento interno, aprovamos projetos que o Executivo mandou, aprovamos projetos dos vereadores e criamos o portal do vereador. A dificuldade é atender a expectativa da população, que quer trabalho. Temos tido as discussões democraticamente e os vereadores têm votados todos os projetos.

Bahia Recôncavo – O senhor já foi vereador, presidente da Casa, vice-prefeito. Atualmente as bancadas de situação e oposição têm quase a mesma quantidade de edis. Como o senhor analisa o trabalho desta legislatura em relação às anteriores?

Edson – Fui vereador de 1989 a 1992. De 91 a 92 eu fui presidente, mesmo no meu primeiro mandato, quando eu tinha apenas 20 e poucos anos. Naquela oportunidade tinham seis de um lado e seis do outro. E eu ficava no meio e tinha que decidir. Isso para mim ficou marcado. Agora são sete de um lado e sete do outro. Eu tenho que decidir, e tenho decidido com coerência.

Tem momentos de alta e baixa, mas essa legislatura é boa, tem quatro ex-presidentes: eu, Mário do Jornal (PTB), Osvaldo da Paz (PT) e Max Passos (PP), além de Antônio Paulino (PMDB), com muitos mandatos de experiência. E os novos estão aprendendo e estão fazendo projetos de lei. Ainda é cedo, mas eu tenho certeza que Cruz das Almas vai aplaudir essa legislatura.

Bahia Recôncavo – O vereador Elias de Gogó externou que pretende lançar candidatura à presidência da Casa para o segundo biênio (2015-2016). O grupo de situação já começou a discutir quem será o indicado?

Edson – Eu vejo que está muito cedo. Mas o vereador Elias tem todo o direito de querer (ser presidente). Eu não vejo nenhum problema nisso. Isso é a democracia, mas entendemos que é uma discussão ampla. Entendemos que o trabalho tem que ser feito para o bem estar da Casa. Qualquer um dos outros 14 (vereadores) tem condição.

Vencer uma eleição para presidente da Câmara é mais difícil do que uma eleição. Não é fácil. São 15lideranças, todos querendo. Tem que ter um trabalho muito forte por trás disso. Elias é um vereador tem que tem apresentado bons projetos.

Bahia Recôncavo – Recentemente o senhor fez um discurso duro contra alguns setores da imprensa. Qual foi o motivo?

Edson – Quem mais cuidou da imprensa de Cruz das Almas foi eu quando fui secretário de Comunicação. Se não fosse a imprensa, nós teríamos um Brasil ainda mais injusto. A imprensa tem um papel fundamental. Mas quando eu falei, quis me dirigir a alguns poucos que não têm ética. Alguns falam em valores para poder tratar de alguns setores.

Tem alguns profissionais que fazem campanha sistemática para falar que a família Ribeiro está toda empregada na Prefeitura. Eu autorizo o prefeito (Raimundo Jean), caso eu tenha indicado um parente meu, demiti-los. Eu tenho parentes concursados. Peguem as datas e publiquem. Mas ficam falando muita coisa na rádio. Minha esposa é secretária, mas ela é concursada. Ronivon (cunhado e secretário de Serviços Públicos) foi convidado pelo prefeito.

Eu me dirigi a um segmento pequeno, que faz isso com todo mundo. A imprensa sabe que eu me dirigi a alguns poucos. Eles não querem fazer um trabalho diferenciado, mas querem retirar de forma que eu prefiro nem falar. Já virou perseguição.

Bahia Recôncavo – ACM Neto (DEM) sinalizou que ainda não tem candidato a governador e presidente, mas pode apoiar candidatos do PT. Caso isso aconteça, o senhor sobe no palanque petista?

Edson – Nós pertencemos ao Democratas há 23 anos. Já disputei sete eleições, todas pelo Democratas. Nós temos uma aliança muito forte com ACM Neto. Ele sempre nos consulta sobre a região. Essa decisão (de apoio a candidatos do PT) tem que amadurecer e eu respeito a posição política do prefeito e do vice-prefeito (Ednaldo Ribeiro). Mas eu não tenho nenhuma rejeição ao nome da presidenta Dilma Rousseff (PT). Mas é claro e natural de você mostrar o outro lado tem que existir. Mas se for essa a decisão, eu não tenho objeção. Vou ouvir o prefeito de Salvador e de Cruz das Almas.

Bahia Recôncavo – Pesquisas recentes mostraram ACM Neto à frente pela corrida ao Palácio de Ondina. Com sua experiência, o senhor acha que, mesmo tendo assumido a Prefeitura recentemente, ele deve deixar o Palácio Thomé de Souza e lançar a candidatura a governador?

Edson – Eu conversei com ele outro dia e fui informado que a vontade é cumprir o mandato. O saudoso senador ACM, seu avô, começou como prefeito. Eu conversei com Paulo Azi (DEM), presidente do partido, e a pressão é muito grande. No interior a pesquisa mostra 64% e na capital chega a 55%. Ele é muito bem assessorado e se essa onda no próximo ano estiver forte, eu acho que ele tem coragem de enfrentar. Mas existem algumas particularidades, dentro do processo administrativo, que ele tem medo de prejudicar sua carreira. O futuro de Neto é promissor.

Bahia Recôncavo – O prefeito Raimundo Jean (PMDB) lançou sua candidatura a deputado estadual. O senhor pretende enfrentar a eleição?

Edson – Eu sempre tive vocação pelo legislativo. Em 2006 o então senador queria que eu disputasse, mas eu estava terminando a faculdade. A cidade e o Recôncavo precisam de um deputado. Gérson de Deus, de Sapeaçu, já foi, Joel Neiva, de Conceição do Almeida, já foi, e São Gonçalo dos Campos tem Targino Machado (PSC). Nós precisamos eleger um deputado.

Dentro da conversa com Jean e ACM Neto surgiu essa proposta. Eles me convidaram e nós vamos enfrentar esse novo pleito em 2014. Tenho certeza que Cruz das Almas vai chegar à Assembleia Legislativa. A candidatura está sendo discutida dentro do partido.

Bahia Recôncavo – O senhor já discute com lideranças políticas da região?

Edson – A estadual do partido tem discutido com prefeito, ex-prefeito e vereadores. Eu terei apoio de Jean e Ednaldo Ribeiro, além dos secretários. Converso com políticos de outras cidades que têm entendido a importância de eleger um deputado. Isso aconteceu quando governamos porque elegemos o ex-deputado Gérson de Deus.

Bahia Recôncavo – Existe uma informação de que o prefeito Raimundo Jean não vai à reeleição. Três nomes são levantados para disputar em 2016. Édson Ribeiro, Ednaldo Ribeiro e André Eloy (PMDB). Existe realmente essa possibilidade?

Edson – O gostoso da política é a fofoca. Raimundo Jean é um prefeito muito novo. Ele saiu bem avaliado, tanto que voltou ao poder. Neste quatro anos ele fará um grande trabalho. Eu não posso afirmar que ele é ou não candidato, mas é direito dele pleitear (a reeleição). André, Ednaldo e eu temos o direito de pleitear. Mas eu não vejo dificuldade para a reeleição de Jean. Vamos ouvir essa fofoca nos quatro anos, mas poucos tem coragem de enfrentar. Não acho que devemos desmanchar uma coisa que está dando certo.

Bahia Recôncavo – Qual é sua avaliação das críticas à troca de local do arraiá e a decoração do São João?

Edson – Eu sempre gostei do São João no Sumaúma. Eu assisto de camarote. Mas a população brincava na lama, a iluminação é inadequada, quando chove molha todo mundo e não tem local para sentar. A Praça Senador Themístocles está bonita e deve ser usada. A segurança será melhor.

As pessoas chegam em Cruz das Almas e no outro dia vai embora. Qual foi a preocupação? Nós precisamos fortalecer o comércio. As lojas terão que dobrar o número de funcionários. O dinheiro vai circular mais. O São João ficava escondido dentro de um bairro.

Reportagem e foto: Maurício Medeiros

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