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Espanha elimina Itália nos pênaltis

Nesta quinta-feira (27), em Fortaleza, a campeã mundial teve de ir aos pênaltis para vencer uma Itália muito bem armada. Os 7 a 6 na decisão por pênaltis, depois de um empate por 0 a 0 em 120 minutos de bola rolando, levaram os espanhóis a mais uma final, a primeira da seleção na Copa das Confederações. O script desta quinta, no Castelão, foi o mesmo de cinco anos atrás, nas quartas de final da Eurocopa. Naquela ocasião, um empate sem gols levou a decisão para os pênaltis – os espanhóis fizeram 4 a 2 e arrancaram para o primeiro título de uma geração que ainda venceria a Copa do Mundo em 2010 e, em 2012, novamente ganharia a Euro. Com direito a um 4 a 0 sobre a Itália na final.

Para tentar povoar o meio-campo e impedir o domínio espanhol no setor, o técnico Cesare Prandelli escalou a Itália num sistema 3-6-1, com três zagueiros e seis homens de meio, com apenas Gilardino no ataque. O veterano substituiu Balotelli, cortado devido a uma lesão na coxa esquerda.

Pirlo, que se recuperava de dores na panturrilha direita, foi para o jogo, e Maggio atuou como ala direito, no lugar de Abate, outro cortado; Giaccherini fez a mesma função tática pelo lado esquerdo.

A Espanha também foi a campo com mudanças na escalação – Torres e David Sila entraram para substituir Fábregas e Soldado, ambos com lesões musculares. Mas o estilo de jogo continuou o mesmo: passes rápidos, domínio da posse de bola e a regência de Xavi e Iniesta.

A Itália, com três zagueiros e seis jogadores no meio, jogava esperando a equipe espanhola e buscando os contra-ataques. Era o duelo de duas escolas de futebol, de duas formas de jogar o jogo.

A Espanha teve a primeira chance logo no minuto inicial, quando Pedro chutou da entrada da área, sem direção. Depois, a Itália conseguiu impedir os passes mais agudos dos espanhóis e passou a usar bem os contra-ataques e bolas lançadas na área.

Aos 14 minutos, Gilardino – o único atacante italiano – tentou chute cruzado e viu a bola passar ao lado do gol de Casillas. Dois minutos depois, Maggio ganhou de Sergio Ramos na corrida e tocou de cabeça para ótima defesa do goleiro espanhol, que já corria em direção a ambos.

De Rossi, também de cabeça, levou perigo aos 18 minutos, após bola alçada na área por Pirlo, em cobrança de falta; faltou precisão ao volante da Roma. No minuto seguinte, após lançamento pela esquerda, Maggio escorou de cabeça, e Marchisio, também por cima, tocou pra fora.

A Itália era melhor no jogo, e a Espanha tentava responder com linhas de passe que raramente chegavam até a área adversária.

Aos 36 minutos, Casillas apareceu mais uma vez. Após boa jogada pela esquerda, Giaccherini cruzou na área, e Maggio entrou de peixinho. O goleiro do Real Madrid vez ótima defesa. No lance seguinte, Fernando Torres também perdeu boa chance para os espanhóis.

Mas o primeiro tempo foi da Itália, que conseguiu se fechar bem pelo meio e levou perigo com os alas Maggio e Giaccherini.

A segunda etapa começou com características parecidas, e o técnico Vicente del Bosque fez uma mudança logo aos 8 minutos, colocando Jesus Navas no lugar de David Silva, que não conseguia render bem.

Aos 12 minutos, pouco depois de entrar, Navas teve boa chance. Após troca de passes na entrada da área, ele chutou cruzado, mas Buffon defendeu sem grande dificuldade. Aos 18, foi a vez de Iniesta levar perigo – após driblar dois adversários, o meia do Barcelona chutou para fora.

A Espanha parecia reagir, mas foi a Itália que dominou os minutos seguintes. Com amplo apoio da torcida no Castelão, os italianos criavam boas chances. Sobretudo em bolas paradas, sob o comando de um Pirlo que nem parecia estar jogando no sacrifício.

Os espanhóis tentavam furar o bloqueio italiano com uma bola, fosse ela enfiada no meio da área ou pelas pontas – que passaram a ser mais utilizadas, com Navas e Mata. Aos 40 minutos, os espanhóis conseguiram a jogada que esperavam: Torres passou para Navas na direita, e o cruzamento encontrou Pique no meio da área. Na marca do pênalti, o zagueiro chutou para fora.

A Itália também tentou. Mesmo cansada de correr atrás na bola que os espanhóis tocavam sem muita objetividade, a tetracampeão mundial quase chegou ao gol aos 44 minutos, quando Pirlo arriscou um voleio da entrada da área. A conclusão saiu errada, e quando Gilardino tentou pegar o rebote o impedimento já havia sido marcado.O empate sem gols levou a partida para a prorrogação.

O tempo extra começou em alta velocidade. Logo aos 2 minutos, Giaccherini – um dos destaques da Itália – aproveitou-se de uma falha de Pique para chutar forte. A bola explodiu na trave de Casillas, que nada poderia fazer. Dois minutos depois, foi a vez de o zagueiro espanhol ter a chance, mas a conclusão não teve direção.

No lance seguinte, De Rossi antecipou-se ao ataque espanhol após cobrança de escanteio, evitando o gol; logo depois, Sergio Ramos chutou por sobre a meta de Buffon.

Aos 8 minutos, Iniesta fez jogada genial e lançou Jordi Alba dentro da área. O lateral-esquerdo tocou a bola forte demais, perdendo mais uma boa chance para os espanhóis.

A Espanha era, pela primeira vez, superior à Itália na partida.

Mas o gol não saía. Xavi, aos 13, tentou de falta. Mais uma vez, a bola foi para fora. No último minuto da etapa inicial do tempo extra, Xavi encontrou Pique livre na área; o zagueiro concluiu mal depois de ajeitar a bola com mão e foi punido com um cartão amarelo pelo árbitro Howard Webb.Foi da Espanha, também, a primeira boa chance dos 15 minutos finais do tempo extra. Juan Mata recebeu passe na linha da grande área. Mais uma conclusão errada dos campeões do mundo.

Aos 10 minutos, xavi acertou o alvo, mas Buffon tocou a bola, que ainda bateu na trave. Foi a grande chance dos espanhóis na partida. No lance seguinte, o goleiro italiano apareceu mais uma vez, desviando um cruzamento que Jesus Navas que ia em direção ao gol.

Os minutos finais foram de agonia. Para os italianos, que tentavam levar o duelo à decisão por pênaltis; para os espanhóis, que buscavam um gol para vencer um duelo em que não jogaram bem durante 90 minutos. E para a torcida no Castelão, que prendia a respiração a cada passe errado, a cada chance de gol, a cada bola que não entrava.

O apito de Howard Webb após 120 minutos de bola rolando adiou a definição do vencedor para a disputa de pênaltis.

Nas cobranças, todos foram perfeitos – Candreva, Xavi, Aquilani, Iniesta, De Rossi, Pique, Giovinco, Sergio Ramos, Pirlo, Mata, Montolivo e Busquets. Mas a cobrança de Bonucci subiu demais. E Jesus Navas fez 7 a 6, salvando a Espanha de uma queda em um dia pouco inspirado da Fúria.

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