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Presidente da APMI nega débitos da Santa Casa de Misericórdia com a Coelba e funcionários

Luiz Hilarião, presidente da Associação de Proteção à Maternidade e à Infância (APMI) de Castro Alves, gerenciadora da Santa Casa de Misericórdia de Cruz das Almas desde 01 de maio de 2012, recebeu a reportagem da Rádio Santa Cruz FM e do Bahia Recôncavo na tarde desta terça-feira (6) e negou as acusações feitas no plenário da Câmara de Vereadores na sessão ordinária realizada nesta segunda-feira (5) à noite. Ele rechaçou que a Coelba tenha ameaçado cortar a luz do imóvel ou que existam salários atrasados dos 120 profissionais da unidade de saúde.

“É claro que tem atraso. Mas não há nenhuma possibilidade de corte”, garantiu. “Outra inverdade é a história de salário atrasado. O de julho (salário) pagaremos essa semana”, disse o presidente da entidade que gere hospitais e santas casas nos municípios de Castro Alves, Itaberaba, Santo Amaro e Saubara.

Segundo Hilarião, caso a APMI não assumisse a Santa Casa de Misericórdia, a unidade de saúde estaria fechada. “A entidade não posuuía certidões para receber repasses por causa dos débitos”, revelou. Os dados apresentados por ele mostram déficit mensal de R$ 80 mil. “A esperança é conseguirmos implantar as UTIs adultas e receber os repasses da Secretaria Estadual de Saúde”, contou. O presidente explicou que é necessário investir R$ 200 mil em adequações nas instalações do prédio para receber os equipamentos. “Jorge Solla (secretário de Saúde) já nos deu garantias”, acrescentou.

Sobre sua relação com a secretaria municipal de Saúde, Hilarião diz não possuir nenhuma quaixa e explicou que a subvenção repassada pela antigas gestão de Cruz das Almas foi anexada pelo Excutivo na contratualização. “Eles alegaram que o valor de R$ 60 mil cairia no índice de pessoal e resolveram colocar tudo junto”, diz. O município deposita mensalmente, segundo o presidente, R$ 282 mil. “Os pagamentos estão em dia”.

A outra fonte de recursos da Santa Casa de Misericórdia atualmente é o Centro de Parto Natural (CPN), inaugurado no dia 25 de setembro de 2012, mesma data de abertura da Unidade de Pronto Atendimento (UPA). “Fazemos 130 partos mensais. Vem gente até de Ubaíra”. Pelo serviço a Secretaria Estadual de Saúde repassa R$ 80 mil por mês. “Um dos nossos problemas desde que assumimos foi que não recebemos esse dinheiro nos três primeiros meses do ano”, reclamou. Hilarião contou que o governo do estado estuda como realizar o pagamento retroativo.

Desde a inauguração da UPA e a saída dos atendimentos de urgência e emergência, a Santa Casa de Misericórdia oferece atualmente internamentos clínicos, pediatria e obstetrícia. “Temos um clínico geral, um obstetra e um anestesista de plantão sempre”, esclareceu Hilarião.

Sobre as dívidas da Santa Casa de Misericórdia com fornecedores, o presidente contou que em função do déficit mensal sempre há atrasos “de alguns dias”, mas explicou que os passivos da Irmandade antes do dia 01 de maio de 2012, data da assinatura do contrato, não são de responsabilidade da APMI.

Questionado sobre o motivo da AMPI permancere gerindo a Santa Casa de Misericórdia apesar dos alegados prejuízos mensais, o presidente alegou que acredita em breve sanar o balanço entre receita e despesa. “Estamos trabalhando. Já fizemos muito. Por enquanto estamos equacionando”, minimizou. Texto e foto: Maurício Medeiros

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