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Servidores municipais de Cruz das Almas pedem revogação de decreto que suspende benefícios

Cerca de 100 servidores municipais de Cruz das Almas participaram na manhã desta terça-feira (19) do movimento de paralisação dos serviços. Eles realizaram uma assembleia no Centro Paroquial e deciram sair em passeata pelas ruas do Centro até o Paço Municipal, na Praça Senador Themístocles. Os trabalhadores definiram também estender a manifestação à sessão da Câmara de Vereadores, na segunda-feira (25) à noite.

Os servidores reivindicam a revogação do Decreto 351/2013, publicada no último mês de agosto pelo Execuvito. O documento suspende até 31 de dezembro a concessão de férias e por tempo indeterminado outros benefícios com readaptação de função, licenças-prêmio, reajuste e aumento.

O presidente da APLB, Carlos Augusto Moreira, também esteve presente ao movimento. Segundo ele, uma parte dos docentes do município aderiram à manifestação. “Acredito que 80% dos servidores [Educação] paralisaram”, disse. A informação foi contestada pela secretária de Educação, Lilian Ribeiro. “As escolas estão funcionando”, garantiu a gestora por telefone ao Bahia Recôncavo.

Questionada se os professores que resolveram paralisar teriam seu dia de trabalho cortado, ela preferiu ser cautelosa. “Isso pode acontecer”, falou. Lilian garantiu ao Bahia Recôncavo que os docentes não precisam se preocupar com o pagamento de benefícios no início do ano. “Vamos, inclusive, reajustar em 3% o AC [Atividade Complementar] e a Regência [Classe]”, informou.

Carlos Augusto está receoso em relação à informação da secretária de Educação. “O decreto se contradiz quando informa que estão suspensos benefícios e que o Executivo pretende pagar. Isso não está claro. Nós temos medo sim de não receber”, explicou o sindicalista.

Conforme o vice-presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Cruz das Almas (Sindsemc), Leonardo Peterle, eles ficarão atentos a cortes no salário. “Qualquer retaliação será questionada judicialmente”, disse.

O secretário de Administração, José Márcio Rebouças, preferiu esperar um posicionamento sobre a possibilidade de cortar o dia dos servidores que aderiram ao movimento. “Vou aguardar a opinião do procurador”, revelou, por telefone, ao Bahia Recôncavo.

Também por telefone, o prefeito Raimundo Jean (PMDB) declarou “respeitar” o movimento que, segundo ele, “é direito do trabalhador”, mas não “esconde” a possibilidade de cortar o ponto. “Caso o impasse prossiga, vou sentar com o sindicato. Se o município estiver amparado [legalmente], vou descontar os dias parados”, ponderou o gestor.

O peemedebista informou ainda que o decreto foi publicado em função da crise financeira vivida pelos municípios brasileiros. “Não posso gerar despesas novas”, justificou. O prefeito preferiu não assumir uma data para revogar o decreto, porém, estabeleceu o início de 2014 como período para retomar a discussão. “Vamos analisar a partir de janeiro”, previu. Reportagem e foto: Maurício Medeiros

Um cometário

  1. Que casa é esta que Dr. Jean nunca termina de arrumar é a dele é? Tudo conversa bonita os fucionários sofrem retaliação sim,é uma gestão perseguidora.não valoriza os servidores.

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