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Sindimed contesta demissão de médico em São Felipe

Nesta semana quatro médicos foram demitidos no interior da Bahia, em suposta substiuição a profissionais estrangeiros oriundos do Programa Mais Médicos. Por conta disso, o Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed-BA) acionou o Ministério Público Estadual (MP-BA), o Ministério Público Federal (MPF), o Ministério do Trabalho e o Ministério da Saúde. Os demitidos que foram base da denúncia trabalhavam no Programa de Saúde da Família (PSF) nas cidades de São Felipe, Seabra e Caldeirão Grande. Nesta sexta-feira (22) está prevista uma reunião com o setor jurídico do sindicato para acertar o controle do programa no Estado e evitar mais possíveis irregularidades.

A secretária de Saúde de São Felipe contesta a versão da médica demitida da cidade. A prefeitura foi acionada pelo Ministério da Saúde para que os médicos passassem a trabalhar 40 horas e não 30 horas, como era feito. Como ela não aceitou a modificação de horário e outros médicos demonstraram interesse em substituí-la, ela foi afastada. Só depois dois cubanos chegaram”, afirmou.

Segundo o presidente do Sindimed, Francisco Magalhães, outras demissões podem ter acontecido por decisão sem o conhecimento do sindicato ou Justiça. Ele afirma que a lei visa ampliar e não reduzir. Na dispensa dos médicos locais, que atuam no PSF e recebem 60% dos recursos da União, as prefeituras não deixam de receber o aporte federal. “Isso é grave. Além da irregularidade da lei, esses prefeitos têm se comportado como verdadeiras hienas de olho nesse dinheiro”, conclui o sindicalista.

Atualizada às 13h49.

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