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Policiais civis de Cruz das Almas reclamam do desvio de função e paralisam algumas atividades na delegacia

Joseval Costa, diretor jurídico do Sindicato dos Policiais Civis da Bahia, concedeu entrevista aos radialistas Celso Oliveira e Sílvio Caldas, no Programa Microfone Aberto, da Rádio Santa Cruz Fm, nesta segunda-feira (20), para falar sobre a visita feita pelo órgão à delegacia de Cruz das Almas e observar se foram cumpridas as medidas pedidas, por meio de ofício, datado de 18 de dezembro último, ao juiz titular da Vara de Execuções Penais do município, Renato Alves Pimenta, ao movimento da categoria, que reinvidica o término da obrigatoriedade de ficarem responsáveis pela custódia de presos na unidade policial.

“Não é possível mais. Os policiais civis estão fugindo de suas atribuições”, disse Joseval, se referindo ao trabalho exercido pelos trabalhadores na custódia de presos em delegacias. Sobre a unidade prisional de Cruz das Almas, ele foi enfático: “não tem a capacidade mínima de atender a sociedade”, reclamou o sindicalista. “O sistema carcerário é o pior possivel”, acrescentou. “Nós temos um número excessivo de presos em um local que não pode ressocializar o detento”, continuou.

Ele citou a Lei 11.370/2009 como “importante para a modernidade da polícia” porque estabeleu as atribuições de cada carreira na Polícia Civil. O sindicalista reclama do desvio de função dos policiais civis. “Ele não é preparado para isso. Ele deixa de fazer seu trabalho”. A delegacia de Cruz das Almas abriga atualmente pouco mais de 30 detentos. “Nosso propósito é que se cumpra a lei”, garante Joseval. “Ela [lei] estabelece todas as funções de delegados, investigadores e escrivãos”.

O Sindpoc informou que a partir desta segunda-feira os policiais civis de Cruz das Almas não farão mais escolta, revista, alimentação externa (as oferecidas pelo Estado como café da manhã, almoço e janta continua), visita de advogados e familiares, transferências a serviços médicos e banho de Sol. Eles pedem que os detentos do município sejam transferidos para presídios. “Caso fiquem doentes [preso], chamaremos o atendimento”, informou o sindicalista. Texto e foto: Maurício Medeiros

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