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Nilo insinua que escolha de Leão para vice ocorreu por ‘chantagem’ do PP

Marcelo Nilo (PDT), presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), parece não estar interessado em manter relações cordiais com o governador Jaques Wagner (PT) e o PP depois de ser preterido como vice na chapa que tem Rui Costa (PT) candidato ao governo do estado e Otto Alencar (PSD) ao Senado. Informado pelo chefe do executivo baiano em café da manhã realizado nesta quarta-feira (19) que o escolhido foi o deputado federal João Leão (PP), o pedetista resolveu partir para o ataque.

Nesta quinta-feira (20), em entrevista concedida à Radio Sociedade AM, de Salvador, ele acha que não teve o reconhecimento do petista por sua “lealdade” ao governo. “Pago um preço caro por isso até hoje”, reclamou, referindo-se às greves da PM e dos professores estaduais, ambas em 2012, quando autorizou a entrada do Exército na Casa Legislativa. “Ele [João Leão] foi escolhido porque a lealdade perdeu para a chantagem”, disparou Nilo, insinuando que PP ameaçou apoiar na Bahia a senadora Lídice da Mata (PSB), candidata ao governo do estado, caso o PT optasse pelo pedetista na vaga de vice.

Sobre o futuro da legenda na Bahia e o apoio dos pedetistas na eleição de outubro, Nilo voltou a afirmar que pretende aguardar a chegada a Salvador do presidente nacional do partido, Carlos Lupi (PDT). “Não estou dizendo que vou mudar de lado, mas a relação nunca mais será a mesma”, ameaçou. O presidente da Assembleia Legislativa garantiu que tentará a reeleição. Texto: Maurício Medeiros / Foto reprodução

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