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Inocente preso por 26 anos nos EUA está no Brasil para contar sua história

Condenado erroneamente pelo homicídio de uma mulher de 92 anos, o hoje lutador de boxe Dewey Bozella tornou-se um exemplo de como a investigação criminal e a Justiça devem ser aperfeiçoadas.

Sua condenação, em um processo extremamente falho, baseado apenas em delação premiada, sem provas materiais, lhe custou 26 anos no presídio Sing Sing, em Nova York. Ainda na prisão, completou curso superior e mestrado. Ele foi solto após o trabalho do Innocence Project (innocenceproject.org), que utiliza exames de DNA para provar inocência de pessoas condenadas erroneamente. No caso de Bozella, as provas já haviam sido destruídas. Ainda assim, por outras provas e documentos foi possível confirmar sua inocência.

Dewey Bozella está no Brasil a convite da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF), para contar sua história e a importância de ferramentas confiáveis de investigação que evitem a condenação de inocentes. Pesquisas indicam que pelo menos 5% dos detentos nos Estados Unidos são inocentes, segundo informações do Innocence Project. “No Brasil, esse índice pode ser ainda maior”, explica o presidente da APCF, André Morisson. “São condenações que dão apenas por provas circunstanciais, baseadas em depoimentos, e não por provas materiais, a partir da análise científica de vestígios produzidos e deixados na prática de delitos. É esse o trabalho da perícia criminal. A ela não cabe apenas condenar, mas sim trazer a verdade dos fatos por meio de provas materiais”, afirma. “A história de Dewey Bozella comprova a importância das provas materiais para se fazer justiça.”

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