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Baiano Isaquias Queiroz boicota evento no Rio de Janeiro em protesto contra Federação

Se dentro da água o momento da canoagem brasileira é de comemoração pelas conquistas recentes, fora dela o clima é de insatisfação. Nesta sexta-feira (4) atletas da seleção brasileira se recusaram a participar de uma competição que serviria como evento-teste de canoagem de velocidade, na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro. O local vai receber provas de esportes aquáticos durante os Jogos Olímpicos do Rio 2016.

Sob a alegação de não receberem a verba do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) há oito meses, os atletas Isaquias Queiroz, Erlon de Souza, Nivalter Santos e Ronilson Oliveira decidiram não participar da etapa como forma de protesto contra a Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa). Eles também criticaram as hospedagens em que ficaram no Rio de Janeiro.

O presidente da Confederação, João Tomasini, garantiu que os pagamentos estão sendo efetuados pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Ele alega que houve um atraso de 105 dias por conta de uma licença ambiental da prefeitura, mas que os atletas receberam cerca de R$ 88 mil durante o período de atraso.

“Eles não foram desassistidos em momento algum. Quando tivemos o problema do atraso na documentação, conversamos com o COB que fez esse pagamento nesses oito meses. O projeto foi liberado no dia 20 de agosto e a partir de setembro a CBCa vai repassar a eles o valor do patrocínio. Cada um recebia R$ 11 mil por mês por decisão do COB. Agora, pelo espelho do bolsa pódio, Isaquias e Erlon ficarão com R$ 15 mil por mês, Ronílson, R$ 11 mil e Nivalter, R$ 8 mil”, explicou Tomasini, segundo o Globo Esporte.

Porta-voz dos atletas e uma das esperanças brasileiras de medalha de ouro nos Jogos Olímpicos, o baiano Isaquias Queiroz falou sobre a decisão de não competir e pediu respeito aos canoístas. Ele chegou a lembrar das conquistas no Mundial da categoria e nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, no Canadá.

“Uma das causas da nossa decisão é o respeito que se deve ter por um atleta. É a nossa forma de protestar. Damos resultados em Mundiais, temos vagas olímpicas e fomos a segunda modalidade com mais medalhas nos Jogos Pan-Americanos. É lamentável essa polêmica. O Brasil pode ser o paraíso para quem comemora resultado, mas e o atleta? Esperamos uma punição, mas se punir a gente por falar a verdade acabou. Nosso treinador (Jesús Morlan) queria ir embora, está de saco cheio, mas pedimos para ele ficar, o COB pediu. Se tiver punição para quem tem resultado de que adianta se matar o ano inteiro?”, questionou o baiano.

Por: Correio

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