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Governador se reúne com ex-procurador e Lousado deve ser a nova chefe do MP-BA

O governador Rui Costa (PT) se reuniu, no início da tarde desta quarta-feira (24), com o ex-procurador-geral da Justiça,

Wellington Silva. O gestor estadual deve anunciar nos próximos dias a promotora Ediene Lousado como a nova chefe do Ministério Público da Bahia (MP-BA).

Na última quarta-feira (17), o petista recebeu a lista tríplice para indicar o novo procurador-geral da Justiça do MP-BA, que foi eleita pelos membros do órgão. A lista é composta pelos promotores Pedro Maia, Ediene Lousado e o atual chefe do MP-BA, Márcio Fahel, por ordem de votação. O petista tem até o dia 3 de março para escolher o novo procurador-geral. O desafio de Rui está em conciliar um nome que agrade aos membros do órgão ao passo que não traga desconforto para sua gestão.

O nome da promotora Ediene Lousado tem ganhado força para indicação, porque ficou em segundo lugar na lista e o órgão nunca teve uma mulher no comando. Rui Costa pode usar isto como argumento para indicar Lousado e evitar um mal estar com outros cotados para o cargo.

 

Promotora Ediene Lousado ficou em segundo lugar na lista tríplice do MP-BA

O gestor estadual sofre pressão da Associação do Ministério Público da Bahia (Ampeb) para indicar o mais votado na lista. No caso, o promotor Pedro Maia. “O chefe do Executivo tem a prerrogativa de escolher entre os que integram essa lista. […] Mas o que se espera diante de um processo eleitoral amadurecido, com debates de ideias e propostas, é que seja observada a escolha feita pela classe”, destacou a presidente da Ampeb, Janaína Schuenck.

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A presidente da Ampeb ainda ressaltou que no âmbito federal os presidentes na última década têm indicado para procurador-geral da República o mais votado pela classe. “A escolha do mais votado enaltece, prestigia a democracia interna, porque os promotores e os procuradores no desenrolar do processo eleitoral observam quais são os candidatos que teriam o melhor perfil para a instituição”, frisou.

Em 2010, o então governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), contrariando a vontade dos promotores e procuradores, nomeou o promotor de Justiça Wellington Silva como procurador. Silva ficou em terceiro lugar na lista. Na época, o presidente Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp), José Carlos Cosenzo, criticou abertamente a atitude do governador. “Lamentamos que um governador deixe de escolher a primeira mulher na história como Procuradora-Geral de Justiça da Bahia, com reconhecidas qualidades e com expressivo acolhimento da classe. Seus antecessores privilegiaram a democracia, nomeando sempre o candidato mais votado”, disse, referindo-se a promotora Norma Angélica Cavalcanti.

*B. News.

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