Home / Destaque / Fora militares, escolas públicas não estão entre 100 melhores do Enem na Bahia

Fora militares, escolas públicas não estão entre 100 melhores do Enem na Bahia

Entre as 100 escolas baianas com melhor resultado no Enem, na média das provas objetivas, apenas duas são públicas. A primeira é o Colégio Militar de Salvador, que ocupa o quarto lugar no ranking estadual. Depois, só o Colégio da Polícia Militar Eraldo Tinoco, em Vitória da Conquista, no Centro-Sul do estado, no 68º lugar. Nenhuma escola pública civil aparece na lista das 100 primeiras colocadas.

Para o subsecretário da Secretaria da Educação do Estado (SEC), Nildo Pitombo, ao observar o resultado e os dados do Inep é preciso considerar outros fatores, como a situação socioeconômica dos estudantes com melhor ou pior desempenho.

“O Colégio Militar de Salvador, por exemplo, tem um índice socioeconômico muito alto. Os alunos têm acesso a tecnologias, leituras e são estimulados a ser mais autônomos. Essas ações também existem entre os alunos socioeconômicos mais baixos, mas elas precisam ser reforçadas”, justificou.

Segundo ele, a SEC tem feito parcerias para ampliar as oportunidades e estimular os estudantes. O subsecretário destacou ainda outros pontos considerados positivos sobre os dados divulgados pelo Inep em relação à educação no país. “A Bahia foi o estado em que os estudantes tiveram melhor desempenho dentre os de nível socioeconômico baixo. O que aponta as melhorias na educação”, considerou.

Os colégios da rede militar também fazem parceria com a rede estadual de educação, mas são geridos pelos militares, com programação didática específica e diferente da rede civil comum.

Mas, para o tenente-coronel Moraes Ramos, chefe da divisão de ensino do Comando da 6ª Região do Exército, o índice ainda poderia ser maior, se tantos alunos não fossem transferidos devido ao fato de serem filhos de militares. “A gente vê com muita felicidade os bons resultados dos nossos alunos porque é fruto de um trabalho sério e dedicado. São alunos que gostam de estar no Colégio Militar. Eles acreditam na nossa proposta pedagógica. Ainda que nosso índice seja alto, não é mais alto ainda por conta de transferências devido à profissão militar”, diz.

Atualmente, 63% dos estudantes da instituição são filhos de militares. É o caso de Luana Queiroz, aluna do 3º ano. Ela fez o 6º e  7º anos no Colégio Militar de Brasília e, desde o 8º, está em Salvador.  “Fui criada no sistema militar e não tenho do que reclamar, porque vejo os resultados. Esse sistema influencia muito nossas notas e o desempenho é uma preparação para a vida, em questão de horário, comportamento e valores cívicos”, diz a adolescente,que  quer fazer Engenharia Química na Universidade de Porto, em Portugal – uma das instituições estrangeiras que aceitam o Enem.

Por: Correio

Deixe seu comentário

Seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios *

*

três × cinco =