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Assessor de Marielle relata briga com Carlos e polícia busca imagens

A Polícia Civil quer recuperar as imagens de um suposto bate-boca que teria ocorrido entre um assessor da vereadora assassinada Marielle Franco (PSOL-RJ) e o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), no corredor da Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

Os agentes da Delegacia de Homicídios do Rio (DH) da Capital buscam novos detalhes sobre o episódio, que ocorreu em 3 de maio de 2017.

Entrevistado pelo UOL sob a condição de anonimato, o assessor relembrou o caso. Ele disse que apresentava a Câmara do Rio a dois amigos. Ao passar em frente ao gabinete de Carlos, o filho do presidente comentou que o vereador fazia parte de uma família conservadora da política brasileira que beirava o fascismo.

Ele afirma que, quando fez o comentário, não teria percebido que Carlos estava no corredor, de costas, falando pelo celular. O vereador ouviu a conversa e cobrou satisfações por ter sido chamado de fascista. O assessor pediu desculpas e Marielle pediu trégua para acabar com a discussão.

“Esse moleque está me ofendendo. Ele me chamou de fascista”, respondeu Carlos, segundo a versão do assessor.
“Aí, a Marielle perguntou: ‘Mas vocês não nos chamam de um monte de coisa?’. Talvez tenha sido o único momento em que ela foi mais incisiva”, lembrou o assessor.

Outra assessora relatou que Marielle teria dito: “Mas a gente também não gosta quando vocês nos chamam de esquerdopatas”.

“Vamos deixar as nossas diferenças políticas para o plenário”, propôs, por fim, a vereadora, ainda segundo o assessor. Carlos Bolsonaro então teria se acalmado e finalizou a discussão.

A reportagem tentou falar com Carlos Bolsonaro, em seu gabinete, para que ele se contasse a sua versão sobre a discussão, mas foi informado de que ele não fala com a imprensa.

Por: Metro1

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