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Mesmo sabendo de ataque, PM do DF não impediu protesto contra o STF

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), declarou que a Polícia Militar sabia do risco de ataque ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas não tomou nenhuma atitude para impedir o grupo. Isso deu base à decisão de exonerar o subcomandante da polícia, Sérgio Luiz Ferreira de Souza. A sede do STF foi atacada no último sábado (13) por militantes do grupo armado de extrema direita “300 do Brasil”. “No Distrito Federal, aonde eles acamparem, eu tiro. Aqui eles não ficam”, afirmou Ibaneis, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo.

No último domingo (14), o governo determinou o fechamento da Esplanada dos Ministérios. Segundo o governador, ao desmanchar o acampamento do grupo no sábado, soube que havia um plano para atacar o Supremo. “Se ele já tinha informações de que iria acontecer aquilo, eles deveriam ter proibido que esses meliantes estivessem lá. No momento da desmobilização do acampamento, ele sabia que isso ia acontecer. Por isso o subcomandante foi exonerado”, contou. Ibaneis voltou a fechar a Esplanada dos Ministérios, de terça (16) até a noite desta quarta-feira (17), após identificar novas ameaças.

Durante a entrevista, o governador chegou a tomar o celular da repórter da Folha após ser questionado sobre o comportamento do presidente Jair Bolsonaro, que tem comparecido sem máscara a manifestações, contrariando decreto do governo do DF. “Essa entrevista não está dada e eu quero que ela seja apagada”, disse o governador. Pouco depois, Ibaneis devolveu o celular.

Por: Metro1

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