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Vítima-padrão de Covid-19 no Brasil é homem, pobre e negro

Dados coletados no Sistema Sivep-Gripe, do OpenDataSUS, mantido pelo Sistema Único de Saúde, apontou qual a vítima-padrão da Covid-19 no Brasil. O levantamento feito pela revista Época aponta que, de 54.488 vítimas, a conclusão é que a doença mata mais pobres e pardos, mais homens que mulheres e mais jovens do que em outros países onde a pandemia inviabilizou sistemas de saúde, como na Itália e na Espanha. O censo foi encomendado através da consultoria Lagom Data.

Por meio do Sistema Sivep-Gripe, é possível ler o que cada profissional da saúde escreveu na ficha de cada paciente infectado pelo novo coronavírus no Brasil. A inserção tem uma certa defasagem: na terça-feira 30, última coleta feita pela reportagem da Época, eram contabilizadas 54.488 mortes, enquanto os números do Ministério da Saúde estavam em 60 mil.

Confira os dados:

Sexo, idade e localização são as informações mais completas nas fichas pesquisadas. Com isso, é possível saber que 96% dos pacientes que morreram de Covid-19 após serem internados no Brasil viviam em zonas urbanas e quase seis em cada dez eram homens. A cor da pele é preenchida em cerca de dois terços das fichas e, apesar das lacunas, os números evidenciam o impacto da desigualdade.

Das vítimas cuja cor foi identificada, 61% constam como pardas e pretas, enquanto, segundo o IBGE, os pardos e pretos no país representam 54%. No Norte, 86% das vítimas eram pardas e pretas, um número proporcionalmente maior do que a desses fenótipos na população da região — que é de 76%. No Nordeste, eram 82% dos mortos, mesmo sendo apenas 70% da população, de acordo com o IBGE.

Por: Metro1

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