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Funcionários de baixa renda de hospital em SP foram 7 vezes mais infectados do que médicos da UTI de Covid-19

Um inquérito sorológico realizado no Hospital das Clínicas de São Paulo constatou que o médico de uma UTI que trata de pacientes em estado grave pode estar mais protegido contra a Covid-19 do que trabalhadores de baixa renda e escolaridade que moram na periferia. O estudo se baseia em testes de 15 mil profissionais do HC que trabalham na área exclusiva de pacientes da doença. A informação é da coluna de Mônica Bergamo, na Folha.

O objetivo da pesquisa era saber se, mesmo assintomáticos, eles já tinham sido infectados pelo coronavírus. Entre os profissionais que trabalham nas UTIs e que têm contato direto com os doentes, só 6% foram infectados. Já entre os funcionários terceirizados, de setores como os de limpeza, lavanderia e segurança, 45% já contraíram o vírus.
A conclusão do estudo é que a maioria dos profissionais foi contaminada pelo coronavírus fora do HC. Além disso, escolaridade, local de residência, uso de transporte público e tempo gasto entre a casa e o hospital, também levantados na pesquisa, são fatores de risco maiores do que o próprio ambiente hospitalar.

Segundo o trabalho, coordenado pela infectologista Silvia Costa, a renda de um salário mínimo, a distância de 10 km do trabalho e o uso do transporte público aumentaram em três vezes a chance de um funcionário do HC pegar Covid-19. Já a idade aparece como fator protetor. Entre os funcionários de mais de 50 anos, 6% foram infectados. Entre os que têm de 30 a 40 anos, o percentual saltou para 15%. Os números indicam que os mais velhos podem ter sido ainda mais cautelosos nos cuidados para não contrair a doença.

Por: Metro1

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