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Pfizer diz que não aceita exigências de Bolsonaro para vender vacina ao país

A farmacêutica Pfizer, responsável pela produção de imunizantes contra a Covid-19, afirmou hoje (22) a senadores brasileiros que não aceita as exigências feitas pelo governo brasileiro para que venda sua vacina no país. A informação é do jornal Folha de S. Paulo.

O impasse é que a Pfizer quer que o governo brasileiro se responsabilize por eventuais demandas judiciais decorrentes de efeitos adversos da vacina, desde que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tenha concedido o registro ou autorizado o uso emergencial.

O presidente Jair Bolsonaro atacou as condições, e as negociações com a multinacional empacaram. Em dezembro, Bolsonaro defendeu que não deve ser cobrado por eventuais efeitos colaterais de uma vacina contra a Covid-19.

Na América Latina, apenas o Brasil, a Venezuela e a Argentina não teriam aceitado as regras. A reunião com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), foi realizada para que eles tentem contornar o problema, por meio do diálogo com o governo e também de iniciativas legislativas.

 

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