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Ativista realiza cortejo fúnebre de cachorro em Cruz das Almas

Evento foi uma homenagem ao “Cachorro Gordo”, animal famoso no município.

Caixão, carro de som, flores e dezenas de pessoas. Parece apenas mais um cortejo fúnebre do interior da Bahia, mas não é bem assim.

Na tarde desta quarta-feira, 9, uma cena inusitada chamou atenção nas ruas de Cruz das Almas: o enterro do Cachorro Gordo.

O evento foi realizado pela ativista da causa animal Karina Brito em homenagem ao célebre cachorro de rua cruzalmense conhecido por passear pelo comércio local, participar de enterros e procissões, além de outras aglomerações humanas.

O “velório” inusitado, que reuniu dezenas de pessoas, entre curiosos e simpatizantes, teve como ponto de encontro o semáforo da Secretaria da Fazenda, na rua Crisógno Fernandes, no Centro, às 15h. De lá, o cortejo seguiu rumo à Praça Senador Themístocles, também no Centro.

Por fim, o enterro foi realizado na zona rural dos Poções, em espaço cedido por um empresário de Cruz das Almas, uma vez que o Cemitério Municipal foi negado.

Personalidade virtual

Cachorro Gordo/Reprodução

Pode-se considerar que o Cachorro Gordo era uma personalidade virtual de Cruz das Almas. Este animal, que sofria com o excesso de peso, até possui uma página na rede social Instagram (@aquelecachorrogordo), que conta com mais de 5 mil seguidores.

Nos últimos dias, o Cachorro Gordo estava sumido das ruas do município. Ele tinha sido diagnosticado com uma úlcera e uma insuficiência renal grave. Os problemas causaram a morte do bicho nesta terça-feira, 8.

Abandono animal

Durante o cortejo, Karina Brito chamou a atenção para o abandono animal, relacionando o sofrimento que o Cachorro Gordo e outros animais sofrem em Cruz das Almas.

“Às vezes as pessoas enxotam os animais que estão nas portas dos comércios, mas não sabem que aquele bichinho ali está com dor, com medo, com frio, com fome. Eles são vítimas da população irresponsável, que joga os animais nas ruas da cidade para que o poder público tenha a responsabilidade que os populares não tiveram. É dever, de todos que adotam um animal, cuidar deles até o seu último dia de vida”, enfatizou.

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