Em um país de dimensões continentais, marcado por profundas desigualdades sociais, as organizações não governamentais desempenham um papel fundamental na defesa de direitos, na promoção da cidadania e na transformação de territórios. São iniciativas que, muitas vezes, chegam onde as políticas públicas ainda não alcançam, criando oportunidades por meio da educação, da cultura e da inclusão social. Para dar visibilidade a esse trabalho e reconhecer organizações que fazem a diferença na Bahia, Salvador recebe, nos dias 3 e 4 de novembro, no Museu de Arte da Bahia (MAB), uma programação que reúne o C.ONG.A – Cultura, ONGs e Ativismo e a etapa baiana do Prêmio Melhores ONGs 2026.
A programação começa na noite de 3 de novembro (terça-feira), quando serão anunciadas as organizações baianas selecionadas para concorrer à etapa nacional do Prêmio Melhores ONGs, cuja cerimônia está prevista para o final de novembro. O encontro terá como atração a Camerata Harmonize, com a participação dos solistas Bruna Dantas, no violino, e Cauan Roque, na viola caipira. O grupo musical é formado por integrantes com trajetórias ligadas ao NEOJIBA (Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia) e à Universidade Federal da Bahia (UFBA).
Já no dia 4 de novembro (quarta-feira), pela manhã, acontece um encontro entre o Prêmio Melhores ONGs do Brasil e representantes de organizações sociais baianas. A atividade contará com a participação de Marcelo Estraviz, fundador do Prêmio, que compartilhará sua experiência e seu conhecimento sobre o terceiro setor. O encontro foi pensado como um espaço de aproximação, diálogo e troca, no qual as organizações poderão conversar sobre seus desafios, conhecer melhor o trabalho do Prêmio e receber orientações que contribuam para o fortalecimento, a visibilidade e a continuidade de suas ações.
“Temos o primeiro setor, que é o governo, o segundo setor, que são as empresas, e o terceiro setor, que é a sociedade civil. Os dois primeiros são insuficientes para trabalhar todos os problemas sociais. O terceiro setor complementa esse trabalho e, muitas vezes, também enfrenta limitações. A Bahia tem a peculiaridade de reunir um grande esforço cultural, muitas iniciativas voltadas à população negra e exemplos fantásticos na área da saúde, que também merecem ser destacados”, afirma Estraviz
Valorização e articulação – Realizado pela R. Godoy Marketing e Cultura em parceria com o Prêmio Melhores ONGS do Brasil, com apoio institucional do Museu de Arte da Bahia, IPAC e Governo do Estado da Bahia e patrocínio da Ambev, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura, o C.ONG.A chega a Salvador após sua estreia em Natal em junho de 2025. A capital baiana recebe a segunda etapa do projeto e a primeira edição de 2026, que seguirá para Fortaleza. A iniciativa propõe aproximar a sociedade civil, artistas, instituições e empresas, criando espaços de reconhecimento, articulação e valorização do impacto social das organizações.
“Salvador é uma das cidades culturalmente mais ricas do mundo e possui um ecossistema muito ativo de ONGs, coletivos e organizações sociais que utilizam a cultura como ferramenta de transformação. Reconhecida pela UNESCO como Cidade da Música, a capital baiana reúne arte, ancestralidade africana, patrimônio, diversidade e uma produção cultural presente no cotidiano da cidade. Ao mesmo tempo, o investimento público e o acesso aos editais nem sempre chegam de forma equilibrada aos diferentes territórios. Nesse contexto, o trabalho das organizações sociais e dos coletivos periféricos é fundamental para descentralizar o acesso à cultura, preservar memórias, fortalecer identidades e criar novas oportunidades”, comenta Regina Godoy, à frente da R. Godoy Marketing e Cultura.
Reconhecimento a ONGs baianas – Criado em 2017, o Prêmio Melhores ONGs do Brasil chega à sua 10ª edição em 2026 como uma das principais iniciativas de reconhecimento do terceiro setor brasileiro. A premiação destaca organizações que se diferenciam não apenas pelo impacto de suas ações, mas também por boas práticas de gestão, governança, transparência e sustentabilidade financeira.
A celebração baiana amplia a visibilidade das organizações que atuam no estado, contribuindo para aproximá-las de novos públicos, parceiros e oportunidades de fortalecimento institucional. O anúncio das selecionadas, na noite de 3 de novembro, será um dos momentos centrais da programação, conectando as experiências desenvolvidas na Bahia ao reconhecimento nacional previsto para o fim do mês.
“São inúmeros os exemplos de organizações que nos comentam claramente como o fato de ter sido reconhecida com a premiação gerou um desempate com determinados financiadores, como isso foi valorizado por parceiros e empresas e funcionou como uma validação para a sociedade como um todo. Com o marco dos 10 anos, vamos iniciar algumas pesquisas para acompanhar melhor esse processo e tornar mais demonstrável a trajetória dessas organizações vencedoras nesses anos todos”, explica Estraviz.
Mais informações sobre o Prêmio Melhores ONGs do Brasil, podem ser acessadas no site premiomelhores.org
Sobre o C.ONG.A – Idealizado pela R. Godoy Marketing e Cultura, o C.ONG.A foi criado como uma plataforma de articulação e visibilidade para iniciativas culturais e sociais desenvolvidas por organizações não governamentais. A proposta é estabelecer conexões entre o terceiro setor, a produção artística, o poder público, a iniciativa privada e a sociedade, contribuindo para ampliar o reconhecimento dessas organizações e fortalecer redes de colaboração.
À frente do projeto, Regina Godoy mantém uma relação com Salvador por meio de iniciativas como a Mostra Movimento Armorial 50 e Mundo Zira – Ziraldo Interativo, projetos que aproximam diferentes públicos das artes e da cultura brasileira.
Com apoio da Ambev, a realização conjunta do C.ONG.A e da etapa baiana do Prêmio Melhores ONGs reafirma a importância de reconhecer o trabalho das organizações sociais e de ampliar o diálogo entre cultura, cidadania e desenvolvimento social.





