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Cruzeiro na Embira e construção das primeiras casas à beira do rio. Você conhece a versão alternativa da história de Cruz das Almas?

Versão é polêmica e ainda não é confrontada com a versão tradicional.

Você já deve ter ouvido ou lido que Cruz das Almas recebeu este nome após a instalação de um cruzeiro no centro da Vila de Nossa Senhora do Bom Sucesso, atual entorno da Catedral de Nossa Senhora do Bom Sucesso, que pertencia ao município de São Félix, para que os viajantes tropeiros, que descansassem por ali, rezassem pelos falecidos. Anos mais tarde, o local famoso pelo cruzeiro das almas, foi emancipado politicamente através da Lei n° 119 de 29 de julho de 1897. O Cruzeiro virou Cruz e ali surgia um dos municípios mais atrativos do Recôncavo da Bahia.

Em síntese, essa é a história contada aos munícipes, através dos escritos do memorialista Mário Pinto da Cunha, que é veiculada pelo Poder Público Municipal, como consta no trecho abaixo retirado do site da Câmara de Vereadores.

“História de Cruz das Almas
O município de Cruz das Almas foi criado através da Lei n.º 119 de 29 de julho de 1897, desmembrando-se de São Félix. Diz a lenda que o nome Cruz das Almas, faz referência aos antigos tropeiros que passavam pela região que ao chegarem na antiga vila de Nossa Senhora do Bom Sucesso, eles encontravam no centro da vila uma cruz de frente a Igreja Matriz onde paravam e rezavam para as almas dos seus mortos. Há também que o nome possa ser em virtude de os portugueses terem uma cidade portuguesa de nome igual por isso batizou o nome da cidade de Cruz das Almas”.

Conheça os pormenores da história de Cruz das Almas na matéria abaixo do site Almanaque Cruzalmense:

https://almanaquecruzalmense.com.br/2022/12/04/a-historia-de-cruz/

Versão alternativa

Embora seja oficialmente veiculada como a história da formação de Cruz das Almas, esta versão não é a única. De acordo com o escritor Jaasiel Joaquim, no livro “Mário do Jornal: Superações e Vitórias”, que conta as vivências do ex-presidente da Câmara de Vereadores e ex-secretário municipal de Educação, há uma corrente de pensamento em que questiona a presença do cruzeiro no que hoje é o Centro do município. Esta linha de raciocínio afirma que, na verdade, a cruz dos tropeiros foi fincada no bairro da Embira, uma vez que lá estão os relatos mais antigos de civilização à beira do rio, as primeiras construções, as primeiras propriedades rurais, dentre outros.

“Na segunda metade do século passado, os moradores da Embira dependiam basicamente da agricultura para sobreviver, especialmente a cultura do fumo. Segundo algumas pessoas mais antigas da localidade, a Embira foi o berço da cidade de Cruz das Almas, já que teria sido o local onde se formou a primeira aglomeração populacional no atual território municipal – as primeiras casas, os primeiros pontos comerciais e a primeira igreja local, o primeiro cemitério, onde os tropeiros que vinham do Sertão ou Chapada com produtos para serem comercializados na cidade de Cachoeira, situada às margens do Rio Paraguaçu, descansavam da viagem e faziam suas rezas às almas ao pé da cruz.”

Mesmo que a versão alternativa do surgimento de Cruz das Almas na Embira tenha respaldo lógico, não há estudos que confirmem onde, de fato, o cruzeiro foi fincado.

E você? Já tinha ouvido falar dessa polêmica histórica?

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