
O ex-prefeito de Cruz das Almas, Orlandinho (PT), concedeu entrevista nesta segunda-feira (23) ao radialista Celso Oliveira, do Programa Microfone Aberto, da Rádio Santa Cruz FM, e esclareceu sua estratégia de ficar calado em 2013, primeiro ano da gestão do prefeito Raimundo Jean (PMDB). “Fiquei um ano ouvindo inverdades e mentiras”, contou. “Aqueles que têm queixo de vidro, que dão faniquito quando são criticados, só aprenderam a bater”, acrescentou o petista, cutucando seus oposicionistas.
Ele admitiu não ter feito a transmissão de cargo no dia 01 de janeiro. “Eu fui agredido por um grupo adversário [após a eleição]. Eu, minha mãe, meu pai e minha esposa fomos agredidos. Isso depois de outubro. Tocaram bombas. Eu não iria prestigiar quem lidera esse tipo de atitudes”, revelou. “A Polícia Militar sabe disso. Eu a chamei três vezes”, acrescentou.
Sobre a transição de governo, Orlandinho citou o relatório do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), que aprovou suas contas do exercício de 2012, como prova de seu cumprimento à lei. “Está no relatório. Como eu teria minhas contas aprovadas se eu não tivesse feito [transição]”, perguntou. O petista citou os problemas judiciais da decisão da eleição em 2012 como dificultador.
“Eu cobrei ao TRE e à juiza Luciana Amorim Hora”, mas ele alegou que não foi informado quem era o prefeito eleito. “Somente em 18 de dezembro eu fui informado que o atual prefeito seria empossado”, informou.
Assim como fez em entrevista exclusiva ao Bahia Recôncavo, Orlandinho voltou a citar obras que ele diz terem sido iniciadas na sua gestão. “CAP, creche da Pumba, Minha Casa Minha Vida, da Embira e da Lisboa, creche da Tesoura, Praça do Esporte, no Miradouro, pavimentação da Sapucaia, Vilarejo e Loteamento Planalto foram deixadas por nosso governo”.
Sobre o fato de seu candidato à sucessão, Vatércio Cerqueira (PT), ter perdido a eleição, principalmente por causa dos votos na zona rural, Orlandinho acredita que faltou ao seu grupo fatores políticos. “Deixamos de fazer novas lideranças políticas. Fizemos muito [obras], mas não fizemos novos líderes”, opinou o petista.
“A questão da saúde é uma falácia”, atira Orlandinho. “Eu quero ver o documento que diz eu ter fechado a UTI em Cruz das Almas. Isso é mentira. Quem tinha que colocar para funcionar dia 01 de janeiro eram eles. Dia 28 de dezembro foi o último dia útil do meu governo. O dinheiro da alta complexidade estava chegando. Por que não funcionaram?”, acusa o petista.
Orlandinho encerrou colocando que é pré-candidato a deputado estadual. “Meu nome será colocado. Respeito a lei. Mas é minha intenção, sim”, concluiu. Texto e foto: Maurício Medeiros





