ONU pede punição a Bolsonaro por “usar” crianças com roupas militares

O Comitê de Direitos das Crianças da Organização das Nações Unidas (ONU) fez críticas a Jair Bolsonaro (sem partido) e pediu punições ao presidente da República após o uso de crianças vestidas como militares e segurando armas. A ONU ainda pediu a criminalização de ações como as de Bolsonaro.
As críticas acontecem dias depois de Bolsonaro comparecer a um evento em Belo Horizonte, em Minas Gerais, em 30 de setembro. Na ocasião, o presidente apareceu com uma criança vestida com a farda da Polícia Militar de Minas Gerais, enquanto segurava uma arma de brinquedo.
O Comitê afirmou que “desaprova, nos termos mais eloquentes, o uso que o presidente Bolsonaro faz de crianças, vestidas em roupas militares, segurando o que parece ser uma arma, para promover sua agenda política, o que ocorreu pela última vez em 30 de setembro de 2021”.
O posicionamento da ONU foi feito após questionamentos do jornalista Jamil Chade, colunista do portal Uol. Em nota, o Comitê afirma que a Convenção dos Direitos da Criança proíbe a participação de crianças em hostilidades.
“Isso inclui o uso de criança em qualquer atividade relacionada a conflito e na produção e disseminação de imagens de crianças participando em hostilidades, reais ou simuladas”, explica a entidade. O Brasil é signatário do documento.
Segundo a ONU, a circulação de imagens de crianças “perpetua ainda mais os danos a elas causados e corre o risco de contribuir para a falsa percepção de que o uso de crianças em hostilidades é aceitável”.
O Comitê de Direitos das Crianças sugeriu que as práticas que vinculam crianças à violência devem ser processadas e sancionadas. “A participação de crianças em hostilidades é explicitamente proibida pela Convenção sobre os Direitos da Criança (Artigo 38) e seu Protocolo Opcional sobre o envolvimento de crianças em conflitos armados (Artigos 1 e 4)”, afirma a entidade. “Tais práticas devem ser proibidas e criminalizadas e aquelas que envolvem crianças em hostilidades devem ser investigadas, processadas e sancionadas.” Fonte: Yahoo Notícias





