De acordo com o boletim médico divulgado nesta sexta-feira (14), pelo Hospital Sírio-Libanês, o quadro de saúde do prefeito licenciado de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), é considerado irreversível. Internado desde o dia 02 de maio, para tratamento do câncer no sistema digestório, com metástase nos ossos e no fígado, Covas apresentou piora nesta sexta-feira.
“O Prefeito Bruno Covas segue internado no Hospital Sírio-Libanês recebendo medicamentos analgésicos e sedativos. O quadro clínico é considerado irreversível pela equipe médica. Neste momento, encontra-se no quarto acompanhado de seus familiares”, afirma o boletim divulgado no início da noite de hoje.
Covas havia iniciado, na última segunda-feira (10), uma nova etapa de tratamento, com a combinação de imunoterapia e terapia-alvo.
A imunoterapia é feita com medicamento que reforça o sistema imunológico do paciente, para que ele próprio combata o câncer. Já a terapia-alvo, um tratamento mais recente, é feita com outro tipo de medicamento, que identifica uma proteína que existe em células cancerígenas e ataca essas células.
Na semana passada, Covas passou também por sessões de radioterapia para ajudar a conter um sangramento na cárdia detectado em um exame.
Intubado e extubado no mesmo dia
Covas foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no dia 3 de maio para passar por um procedimento para conter um sangramento no tumor da cárdia, localizada na transição entre o estômago e o esôfago.
Ele chegou a ser intubado para o procedimento, mas foi extubado no mesmo dia, após o sangramento ter sido contido. No dia 4 de maio, ele teve alta da UTI e foi para leito semi-intensivo.
Em foto divulgada nas redes sociais, após deixar a UTI, Covas apareceu ao lado do filho com a camiseta do Santos, time para o qual ambos torcem. Na mensagem, o prefeito licenciado disse ter vencido mais uma etapa e ter fé em continuar a driblar os próximos obstáculos.
Por conta do sangramento, as sessões de quimioterapia que estavam previstas foram suspensas e Covas realizou sessões de radioterapia.
Com informações do G1.





