
A auditoria feita nas contas do Bahia a mando da Justiça durante o período de intervenção descobriu que a empresa Consultiva Consultoria & Projeto Econômico Financeiro LTDA, de propriedade da família Guimarães, que administrou o clube até o último mês de julho, recebeu no dia 30 de junho, uma semana antes do afastamento do ex-presidente Marcelo Guimarães Filho, pagamento de R$ 2,3 milhões. Conforme o documento divulgado nesta semana, a dívida do Esquadrão é superior a R$ 83 milhões.
A Consultiva Consultoria & Projeto Econômico Financeiro LTDA, segundo dados da Junta Comercial da Bahia (JUCEB), foi fundada em 2006 e tem como sócios majoritários Marcelo de Oliveira Guimarães (ex-presidente e pai do ex-presidente) e Marcos César de Medeiros Guimarães (irmão do ex-presidente). Marcelle Guimarães, irmã mais velho do antigo gestor do Bahia, foi afastada da empresa em 2007.
O valor pago à Consultiva, segundo documentos encontrados pela auditoria, seria referente ao pagamento de um empréstimo de R$ 200 mil feito em 2000 pela Protector, também de propriedade da família Guimarães. Operação parecida ocorreu em 2009, desta vez com o pagamento de R$ 2,5 milhões à Consultiva.
Paralelo aos pagamentos às empresas da família Guimarães, Marcelo Guimarães Filho, conforme revelou a auditoria, empregou duas irmãs no clube. Renata Medeiros Guimarães e Luciana de Medeiros Guimarães recebiam R$ 8 mil e R$ 15 mil por mês, respectivamente. Texto: Maurício Medeiros ; Foto: Fernando Amorim (Agência A Tarde)





