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Assassina confessa de criança no interior do Rio de Janeiro teria caso com pai da vítima, acredita delegado

Suzana do Carmo de Oliveira Figueredo, 22 anos, assassina confessa de João Felipe Bichara, seis anos, em Barra do Piraí, no Rio de Janeiro, disse à polícia que tinha um caso amoroso com o pai da criança, Heraldo Bichara. Segundo a criminosa, ela queria apenas “dar um susto” no suposto amante, mas está arrependida. A informação foi publicada no jornal O Globo desta terça-feira (26) após informações do delegado que apura o caso, José Mário Salomão de Omena.

“Estou arrependida e tenho que pagar pelo que fiz. Não fiz isso sozinha. O taxista Rafael foi quem planejou matar a criança. E contou com a ajuda do rapaz da recepção do hotel. Queria apenas dar um susto no pai do menino, que sempre me assediava quando ia à casa dele e insistia para eu telefonar para ele. Nós tivemos um relacionamento. Não tenho nada contra a mãe da criança”, disse a manicure, segundo O Globo.

A suposta relação entre a manicure e o pai da criança, conforme o delegado, foi feita em uma conversa informal. No depoimento Suzana não confirmou esta versão e revelou ter matado a criança a mando de seu comparsa, que tinha medo de João Felipe reconhecer a dupla.

“Não acredito que esse comparsa citado por Suzana exista. Ela matou a criança para se vingar do pai dela. Ela entrou sozinha com o menino no hotel e saiu com a criança já morta, também sozinha”, disse o delegado. João Felipe foi enterrado nesta terça-feira (26), no Cemitério Recando da Paz, em Barra do Piraí.

Suzana frequentava a casa da vítima há três anos e era manicure de Aline Bichara, mãe da criança. Ela ligou para a escola onde João Felipe estudava e se passou por madrinha. Depois a assassina foi ao Hotel São Luiz e matou o menino por asfixia.

O delegado acredita que a motivação do crime foi passional e pretende investigar a informação que Suzana teria feito um aborto há três meses. O pai da criança seria Heraldo Bichara.

A polícia conseguiu chegar a Suzana após o desaparecimento ser anunciado na imprensa e o porteiro do Hotel São Luiz e o taxista informarem na delegacia ter informações a respeito do crime.

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