Senhor do Bonfim realiza audiência pública para debater viabilidade do São João 2013; Cruz das Almas confirma gastos de R$ 2 milhões com a festa

A seca continua castigando a Bahia. Na última semana o governo do estado decretou Estado de Emergência em 214 municípios. A situação pode atrapalhar as comemorações dos festejos juninos em cidades tradicionais, confirma a reportagem do Correio da Bahia desta quarta-feira (20). Nesta sexta-feira (22), em Senhor do Bonfim, norte do Estado, uma audiência pública proposta pela Prefeitura debaterá com a população se ocorrerá o São João em 2013. O chefe de Gabinete, Ricardo Aquino, disse que a situação neste momento é “crítica”.
Na última segunda-feira (18) o prefeito de São Gonçalo dos Campos, Antônio Cardoso (PSD), conhecido como “Furão”, informou o cancelamento da festa neste ano. Em Amargosa, no Vale do Jequiriçá, a situação não é diferente. O São João 2013 acontecerá de 19 a 24 de junho, mas com menos gastos. “Devemos ter somente uma atração de nome nacional para atrair o público na sexta-feira, sábado e domingo. Durante a semana, teremos tradicionais quadrilhas juninas e trios nordestinos”, explica o secretário de Administração, Marinaldo Cardoso.
O secretário estadual de Turismo, Domingos Leonelli, reconhece os efeitos da seca, mas critica a decisão dos municípios. “O São João é a data mais importante da economia da Bahia, mais que o Carnaval. Vende-se mais cerveja no São João. Tirar a festa de uma cidade é impactar na economia e nas tradições”, declarou.
Em Cruz das Almas, segundo reportagem do Correio da Bahia, o secretário de Esporte, Cultura, Turismo e Lazer, Ronaldo Anias, estimou um gasto de R$ 2 milhões com a contratação de bandas e outras despesas do São João. No Recôncavo, apenas Governador Mangabeira e Cabaceiras do Paraguaçu decretaram Estado de Emergência em função da seca.





