O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL) defendeu o nome do ministro da Cidadania, João Roma (Republicanos), para a corrida ao Governo da Bahia em 2022. O parlamentar afirmou que uma eventual candidatura do correligionário baiano “só depende dele”. “João Roma é o candidato de Eduardo Bolsonaro na Bahia. Só depende dele. Se ele não vier, faço votos de que o Alexandre Aleluia venha. O Aleluia é vereador, ele pode vir a qualquer cargo. E é uma pessoa que saberia debater e iria desfazer muitas das fake news que o pessoal do PT de Rui Costa, de ACM Neto e Jaques Wagner fazem em relação ao Governo”, declarou, em entrevista à rádio Brado, ontem.
Desde quando foi nomeado para o Governo, Roma entrou na lista de possibilidades de apoio de Jair Bolsonaro para o pleito estadual. O líder máximo do Executivo precisará de um nome para representar o bolsonarismo em território baiano já que o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao mesmo cargo, ACM Neto (DEM), tem se distanciado cada vez mais do Planalto diante da impopularidade do presidente no interior.
O nome de Roma, contudo, ainda é visto com receio entre o eleitorado bolsonarista uma vez que, no passado, ele foi apadrinhado pelo próprio Neto. Eduardo Bolsonaro comentou o rompimento da dupla. “Quando foi escolhido o nome do João Roma, então deputado federal, [para o ministério] eu sabia que a extrema-imprensa iria querer dizer ‘ah, um cara do Centrão iria entrar para o governo’. Fui ao ministro Onyx [Lorenzoni], de quem tenho proximidade grande, e perguntei ‘João Roma é um nome bom?’. Ele respondeu: ‘Guri, pode ficar tranquilo, o conheço há mais de 20 anos. Excelente nome’. Eu não era próximo do João Roma, mas dentro do Congresso Nacional você não vê nada que desabone o cara. Procure a ficha aí”, elogiou. “Então o primeiro passo, perfeito. E vendo a ação dele no governo, o histórico nas ações sociais, não teria nome melhor para ser escolhido para o ministério da Cidadania”.
Eduardo disse que Bolsonaro “não é bobo” e que ACM Neto é “ensaboado”. “O ACM tenta se fazer… Quando ele vai se aproximar do presidente, dá uma ensaboada, volta para Salvador e dá as porradas dele. Ele fica tentando tirar do presidente o máximo de proveito possível”, alfinetou. “O ACM Neto, infelizmente, não seguiu a linhagem do avô, o senador ACM. E aí ele deixa o presidente sem escolha. O presidente gostaria muito de andar com o ACM Neto, mas devido as declarações dele, posicionamentos e sua vaidade, que às vezes beira a infantilidade, não tem como”, criticou, chamando ainda o ex-prefeito de “arrogante”.
O parlamentar disse ainda que o rompimento de Roma e Neto chegou a um ponto irreversível, inviabilizando uma nova aliança. “Então é por isso que a gente está aqui trabalhando. E eu estou incentivando essa candidatura do João Roma ao governo da Bahia. Vai depender do João Roma e não de mim”, criticou, chamando Neto e o grupo carlista de “prostituta do poder”. ”Eles compram esse discurso de que a Bahia é PT e é esquerda. Então, ele começa a rezar a cartilha da esquerda porque é uma prostitua do poder. Para onde a biruta estiver soprando, ele vai seguir”.
Fonte: Tribuna da Bahia





