
Um relatório militar indica que as Forças Armadas podem ter usado napalm, mistura de gasolina com resina, com mais frequência na guerra psicológica contra os guerrilheiros do Araguaia, no começo da campanha, possivelmente em 1972. Estudo divulgado nesta quinta-feira (9) por Claudio Fonteles, da Comissão Nacional da Verdade, destaca que a bomba que marcou a ação dos Estados Unidos na Guerra do Vietnã, naqueles anos, teria sido utilizada também em três áreas do sul do Pará.
A utilização de arma química na Amazônia pode ilustrar as estratégias iniciais de combate à guerrilha que os próprios oficias das Forças Armadas consideraram falhas e equivocadas. Nas duas primeiras campanhas militares, ao longo de 1972, por exemplo, a cúpula militar decidiu mandar tropas convencionais para acabar com a guerrilha. Só em 1973 os comandantes decidiram usar grupos especiais de combate. Informações Estadão





