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Funcionários da Santa Casa de Misericórdia fazem manifestação e cobram salários atrasados

Cerca de 50 funcionários da Santa Casa de Misericórdia de Cruz das Almas realizaram na manhã desta quinta-feira (7) uma manifestação na frente da uni…dade de saúde para cobrar à APMI (empresa responsável pela administração do local desde maio de 2012) o pagamento do 13º e os salários de janeiro e fevereiro. Os serviços continuam normais, mas os trabalhadores garantem que, caso os débitos não sejam quitados, eles declararão greve na segunda-feira (11).

Luciana Pontes, coordenadora administrativa da APMI, disse à reportagem do Bahia Recôncavo que o atraso nos salários é decorrente da falta de repasse da Prefeitura. “Eles exigiram uma série de certidões que antes não eram necessárias”, alegou.
A coordenadora garantiu que, caso o repasse de janeiro seja feito até esta sexta-feira (8), a empresa pagará o 13º e o salário de janeiro dos funcionários no mesmo dia. “A documentação para receber o repasse de fevereiro nós entregamos no último dia 01 de março”, disse Luciana.

O secretário municipal de Saúde, André Eloy (PMDB), falou para o Bahia Recôncavo, por telefone, que o atraso no repasse aconteceu em função da constatação de “irregularidades e vícios” encontrados no contrato firmado entre a gestão anterior e APMI, mas não exemplificou quais. “Exigimos certidões que antes não eram pedidas”, confirmou.

Apesar de alegar ter encontrado irregularidades na relação da Prefeitura, Eloy confirmou ao Bahia Recôncavo que a atual gestão assinou um “contrato emergencial” de 90 dias com APMI. “Esperamos fazer uma licitação até abril”, declarou.

Eloy confirmou que o repasse de janeiro sairá até esta sexta-feira. “Pretendemos pagar fevereiro na semana que vem”, acrescentou o secretário.

PROVEDORIA
O provedor da Santa Casa de Misericórdia, Natanael Evódio, confirmou ao Bahia Recôncavo que a APMI deve seis meses de aluguel do espaço à irmandade. “São R$ 300 mil de dívidas”, esclareceu. Ele informou que esse atraso tem prejudicado o pagamento de acordos trabalhistas e fornecedores. A coordenadora Luciana Pontes preferiu não falar sobre esse assunto.

Em relação à nova licitação prometida pelo secretário André Eloy, Natanael Evódio lembrou que, caso tenha uma nova empresa para administrar, será necessário aprovação da irmandade. Reportagem e foto: Maurício Medeiros

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