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Infectologista tira as principais dúvidas sobre as vacinas contra a Covid-19

por Ivana Moreira

Na tarde da última quarta-feira (05), o Programa Microfone Aberto transmitido pela Rádio Santa Cruz FM 87,9, com o radialista Silvio Caldas entrevistou, o Infectologista Marcos Paulo Pereira.  Durante o bate-papo, o médico esclareceu as principais dúvidas sobre a vacinação contra a covid-19. O Programa Microfone Aberto foi apresentado por Silvio Caldas, pois, o radialista Celso Oliveira, encontra-se em tratamento médico após testar positivo para o coronavírus.

O médico Infectologista, Marcos Paulo Pereira, é graduado em medicina pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, possui residência em infectologia pelo hospital Couto Maia. Atualmente é Infectologista da Policíclica Regional de Santo Antônio de Jesus e Feira de Santana.

Troca de Vacinas

De acordo com o infectologista esse problema na hora de vacinar é considerado um erro de imunização:   “Não é recomendável que ocorra essa troca, até porque cada vacina foi preparada para ser utilizada da forma que as autoridades de saúde estão indicando. Com relação à essa troca nas doses da vacina, no caso aplicar uma dose de uma marca e depois outra dose de uma marca diferente, a gente entra em uma área um tanto obscura até esse momento, pois não temos maiores informações sobre isso”.  

Ainda segundo informações do médico as vacinas desenvolvidas para combater essa pandemia são novas e não há muitos estudos. Porém, essa troca nas doses dos imunizantes, em geral, não demostra ser um problema.

 “Se a gente for considerar o conhecimento acumulado sobre outras vacinas não é uma coisa nova aplicar vacinas diferentes, ou seja, misturar vacinas. Acredito que a maior dúvida seja em relação a imunidade, se essas misturas podem ou não gerar a imunidade adequada nessas pessoas. Já está sendo estudado em alguns países se essas misturas podem incrementar a imunidade. Existe uma esperança de que combinar vacinas possa trazer um resultado melhor do que com apenas com uma tecnologia. Mas, isso ainda está em estudo”, destacou.

Restrições da vacina AstraZeneca

Nos últimos meses várias notícias forma veiculadas sobre a vacina de Oxford/AstraZeneca, sendo assim, tantas informações geram dúvidas e receios na população. Segundo o Dr. Marcos Paulo alguns países europeus estão colocando restrições nessa vacina de Oxford. Pois, para alguns públicos eles estão recomendando que após toma a 1ª dose da AstraZeneca, as pessoas sejam imunizadas com a 2ª dose de outra vacina. É importante destacar que isso já está sendo recomendado, mas não é um consenso.

Intervalo de aplicação das doses

Nas últimas semanas o Ministério da Saúde tentou explicar os atrasos que estão acontecendo na distribuição de novas doses das vacinas aqui no Brasil. A grande questão é que a população que recebeu a 1ª dose do imunizante, precisará voltar para a aplicação da 2ª dose. Infelizmente, nas últimas semanas diversas pessoas não receberam o reforço das vacinas, principalmente, a CoronaVac. Diante disso, o Infectologista, tirou algumas dúvidas sobre essa questão.  

“Eu acredito que sim, é possível que esse atraso possa interferir.  Durante os estudos das vacinas, geralmente, se testa em intervalos diferentes. Por exemplo, a de Oxford comprovou que se houver um adiamento em até três meses os resultados serão melhores na imunidade. Então, esses prazos são definidos a partir desses estudos. No caso da vacina CoronaVac os estudos mostraram o intervalo de 2 a 4 semanas. A gente não sabe como será a resposta imunológica se ultrapassamos esse prazo”.

As novas variantes da covid-19

Com o surgimento dessas novas mutações do vírus mutações do Sars-Cov-2, é importante salientar que uma 3ª dose de vacinação ainda não foi descartada. Dessa forma, o médico destacou: “Uma nova dose vem sendo muito discutida em função das novas variantes, uma vez que essas vacinas estão sendo utilizadas hoje não foram feitas com base nessas novas variantes e ainda está sendo estudado o impacto disso. No Reino Unido já foram comprados novos lotes para uma 3ª dose no final do ano para algumas pessoas de maiores vulnerabilidades”.

Efeitos coletareis

Algumas pessoas podem sentir efeitos colaterais após tomarem a vacina, é importante destacar que esses efeitos são resultado da resposta do seu sistema imunitário à vacina. Porém, muitas pessoas sentem medo se irão desenvolver alguns sintomas após a vacinação. Com relação a isso o médico entrevistado informou:

“Cada vacina foi desenvolvida com uma tecnologia diferente e a gente encontra dados de efeitos colaterais e de eficácia diferentes de uma vacina para outra. O caso da CoronaVac é uma vacina que apresentou efeitos colaterais bem baixos, porém, sua eficácia ficou um pouco mais de 50%. Se esses efeitos colaterais não são graves não há motivos para a gente recusar essas vacinas”.  

Por fim, o Infectologista salientou a importância de vacinar a população durante esse período de pandemia e tranquilizou a população: “Até o momento eu acho que os dados são mais positivos do que negativo. Mesmo com essas novas cepas as vacinas estão protegendo contra casos mais graves.

A seguir ouça a entrevista na íntegra.

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