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Bebê morre após sofrer ataque de pitbull em Jaguaripe

Caso aconteceu neste domingo, 1°.

Uma criança de quase dois anos foi morta após sofrer ataque de um cachorro da raça pitbull, na zona rural de Jaguaripe, no Recôncavo da Bahia. O acidente aconteceu neste domingo, 1°. A vítima foi socorrida ao Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus (HRSAJ), mas entrou na unidade de saúde sem vida. Não há informações disponíveis até o momento sobre as circunstâncias do ataque.

A Polícia Civil apurará a morte da criança.

Risco à segurança

Embora os cães da raça pitbull estejam amplamente presentes nos lares brasileiros, há cuidados que devem ser levados em consideração no dia a dia do animal. Em entrevista ao G1, do Grupo Globo, o adestrador positivo e comportamentalista animal, Lincoln Joaquim explica por que o ataque do animal é perigoso.

“O pitbull é um cão que foi feito para rinhas entre cães. Ele é um cachorro mais recente e surgiu lá na década de 1990, começou a ser popularizado. Por ser um cão para rinha, tem essas características de boca mais forte, mais larga, pescoço e musculatura muito fortes para morder e estraçalhar a carne, quebrar ossos das presas. Mas não quer dizer que ele é mais agressivo do que outros cães, e sim que se ele entrar em um modo de agressividade, a possibilidade de fazer um estrago maior do que outras raças é muito maior”, disse.

Obrigações legais

Donos de pitbulls têm obrigações legais rigorosas para garantir a saúde e o bem-estar do animal e da sociedade. Cada estado e município possuem legislações próprias mais algumas regras são gerais, como:

– Obrigação do uso de focinheira, enforcador e coleira guia curta ao passear com o cão.

– O condutor do animal durante o passeio deve ser maior de idade e ter porte físico para controlar o animal.

– É proibido que o pitbull fique solto na rua. Esta situação pode ser considerada uma contravenção penal (negligência).

Caso o cão realize ataques, como aconteceu em Jaguaripe, o tutor é 100% responsável por qualquer dano causado, sendo obrigado a indenizar as vítimas envolvidas.

Já as vítimas podem registrar boletins de ocorrência contra o tutor por lesão corporal ou omissão de cautela.

O descumprimento de regras pode gerar multas e a apreensão de animais.

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