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Paulo Souto defende mudanças no repasse de verbas aos estados e municípios

Paulo Souto (DEM) foi o orador oficial da sessão solene da Câmara de Vereadores nesta segunda-feira (29), quando Cruz das Almas comemorou seus 116 anos de emancipação política. O ex-governador substituiu o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), que, segundo ele, precisou ir a Brasília, elogiou o “civismo” da população de Cruz das Almas na comemoração do aniversário. “É o momento em que une os poderes constituídos”, disse. “Já estive aqui em outras oportunidades”, lembrou.

O democrata pediu aos presentes uma reflexão em relação às manifestações que ocorreram nas ruas do Brasil no último mês de junho. “Principalmente para aqueles que exercem cargos”, alertou. “A relação com os políticos não pode acabar no dia da eleição”. O ex-governador acredita que é necessário estreitar cada vez mais a relação com o eleitor.

Segundo ele, há uma constatação de que os serviços públicos oferecidos à população são ruins. “As pessoas pediram mais atenção para isso”, declarou, lembrando que essas obrigações precisam ocorrer nas esferas federal, estadual e municipal.

O ex-governador da Bahia chamou a atenção para o momento em que os municípios vivem. O democrata se referiu aos programas sociais que exigem das prefeituras sempre contrapartidas. “Não dá para negar os avanços”, ponderou. Paulo Souto declarou que é preciso definir claramente de onde sairá o dinheiro. “Eles acabam sendo sacrificados porque os custos não são atualizados”, reclamou. “É preciso uma distribuição mais realista”, ensinou. “Isso é uma coisa que acontece no Brasil há muito tempo”, acrescentou.

A última reflexão proposta por Souto foi a relação entre o Congresso e os municípios e estados. “Isso tira a autonomia administrativa e financeira”. Ele lembrou a ação feita pelo governo federal para evitar a crise e a diminuição dos impostos. “Mas isso influi nas receitas”, lembrou. “Isso não é um ponto fácil de resolver”, falou, lembrando que a União possui uma capacidade maior de manobra com o dinheiro arrecadado. O ex-governador elogiou a Lei de Responsabilidade Fiscal, mas defendeu mudanças. “É preciso rever alguns pontos”, concluiu. Reportagem e foto: Maurício Medeiros

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