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Candidato a presidente estadual do PT critica método de escolha do candidato à sucessão de Wagner

Candito à presidência do PT na Bahia, Ernesto Marques reagiu nesta quinta-feira (10), em seu perfil no Facebook, à informação que a indicação do partido para disputar a sucessão do governador Jaques Wagner (PT) sairá cinco dias depois do Processo de Eleição Direta (PED), marcado para 10 de novembro. “O nome que se pretende ‘ungir’, mais do que uma imprudência política, é desrespeito à militância e às lideranças de base. Se não for usurpação das tarefas da próxima direção, é a pura expressão da arrogância de quem se acha plenipotenciário dos desejos e preferências dos filiados e filiadas”, escreveu.

Outra cobrança do jornalista é a escolha do pré-candidato por meio de reuniões entre o governador Jaques Wagner, o presidente da sigla, Jonas Paulo, e alguns deputados. “O método de imposição pela força, já derrotado com o naufrágio da tese do ‘chapão’, é igualmente inadequado para construir o mínimo de unidade interna em torno de qualquer candidatura. Insistir neste método é fazer uma gestão temerária da política”, criticou Marques.

Em outro ponto, o vice-presidente da Associação Baiana de Imprensa (ABI) acredita que o método de escolha da direção do partido pode impor uma derrota à sigla em 2014. “É óbvio que nenhum candidato petista terá facilidade numa campanha sem o apoio dedicado da nossa maior liderança, o governador Jaques Wagner. Da mesma forma, uma candidatura empurrada golela abaixo de quem construiu o PT, dificilmente será bem sucedida.O método que se tenta impor pode ser a antessala de uma derrota eleitoral, de uma vitória eleitoral sem um petista na cabeça da chapa ou, o que é ainda pior: a vitória de um candidato petista sem o PT”, apontou Ernesto.

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