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Acusado de matar jovem quilombola de Cachoeira é condenado a quase 60 anos de prisão

Julgamento terminou na madrugada desta quinta-feira, 20.

Terminou na madrugada desta quinta-feira, 20, o julgamento de George Santos da Silva, conhecido como Dandan, acusado de matar Tainara dos Santos, em Cachoeira, no Recôncavo da Bahia. De acordo com o Tribunal do Júri, que ocorreu em Cachoeira, George foi condenado a 59 anos, 11 meses e 24 dias de prisão pelos crimes de feminicídio, ocultação de cadáver, ameaça, extorsão e porte ilegal de arma e munição. Além disso, a Justiça determinou o pagamento de R$ 300 mil para reparação dos danos causados às vítimas e aos familiares de Tainara.

O julgamento começou na quarta-feira, 19, e só terminou nas primeiras horas de hoje. De acordo com o Ministério Público da Bahia (MP-BA), o feminicídio foi cometido de forma que dificultou a defesa da vítima. Os jurados também reconheceram que as ameaças contra Tainara foram motivadas por ciúmes e pelo sentimento de posse do acusado.

O caso

Tainara dos Santos tinha 27 anos, era trancista, mãe de duas meninas e moradora da comunidade quilombola de Acutinga Motecho, na região da Bacia do Iguape, em Cachoeira. Ela foi vista pela última vez no dia 9 de outubro de 2024, após sair para encontrar o ex-companheiro George Anderson Santos, principal suspeito pelo desaparecimento da jovem. Meses antes do sumiço, ela havia prestado queixa contra o ex.

No período de seis anos de casamento, George a agrediu diversas vezes e protagoniza brigas frequentes. Durante as investigações, testemunhas relataram que viram, no dia do desaparecimento, o suspeito de carro com Tainara, passando por algumas localidades de Cachoeira. Após ser questionado por familiares e pela Polícia Civil, ele deu ao menos três versões diferentes do caso.

O inquérito, o Ministério Público e a sentença de pronúncia reconheceram o caso como feminicídio sem corpo.

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