O júri popular do feminicídio de Elitânia de Souza, estudante da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) que foi morta a tiros em Cachoeira, foi adiado pela quinta vez. O julgamento ocorreria nesta quarta-feira, 24, no Fórum Augusto Teixeira de Freitas, mas foi reagendado para o próximo dia 31, às 9h30. A decisão da Justiça causou indignação na família e em pessoas mobilizadas pela condenação de Alexandre Passos Silva Góes.
De acordo com a advogada Maria Leticia Ferreira, que representa a organização Tamo Juntas que é responsável pela assistência de acusação junto ao Ministério Púbico da Bahia (MP-BA), ao Bahia Notícias, a decisão do reagendamento do julgamento pela quinta vez “causa indignação”.
“Causa indignação em razão do longo tempo desde o crime, da revitimização imposta aos familiares, além da necessidade de intimar novamente todos os jurados e testemunhas”, disse.
Julgamento
O acusado Alexandre Passos Silva Góes será julgado por homicídio duplamente qualificado (pelo feminicídio e por ter sido à traição, emboscada).
Crime
O assassinato de Elitânia de Souza ocorreu na noite de 27 de novembro em 2019, quando ela estava saindo do Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL – Campus da UFRB), em Cachoeira. A vítima foi morta a tiros por Alexandre Passos Silva Góes, com quem tinha terminado um relacionamento amoroso.
Na época, Elitânia relatou às pessoas mais próximas sobre as agressões e ameaças que sofria do ex-namorado, tendo, inclusive, prestado duas queixas contra ele.
Na Justiça, Elitânia tinha conseguido uma medida protetiva para impedir a aproximação do agressor. A decisão não impediu que a estudante fosse assassinada a tiros.





