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Jornalista Orlando Silva se pronuncia sobre as agressões sofridas

O jornalista Orlando Oliveira Silva publicou um texto nas redes sociais e explicou com detalhes o ocorrido no dia 24 de junho. Orlando sofreu agressões, após querer filmar a queima de espadas que estava acontecendo no bairro Ana Lúcia, em Cruz das Almas (Ba). Confira abaixo o texto na íntegra:


“Muitas pessoas estão me procurando, indignadas, com o que ocorreu no último dia 24 de junho deste ano, dia de São João, quando um empresário da cidade, Herick Lobo, chamado de Tereco, junto a alguns parentes e pessoas que frequentavam a sua casa naquele dia, no bairro Ana Lúcia, me agrediram física, moral e materialmente, causando muitos ferimentos e hematomas, assim como, destruíram meu aparelho celular. O que motivou estas pessoas a cometerem este ato covarde e desproporcional foi o registro fotográfico e de vídeo que eu queria fazer sobre a queima de espadas que estava ocorrendo na porta da residência do empresário. Tereco e os demais tentaram tomar posse do meu celular, o qual estava preparando para fotografar, como não permiti tal ato de violência à minha pessoa, começaram a me agredir, consegui me desvencilhar deles e corri, eram muitos, talvez mais de dez pessoas que me perseguiram, e próximo à minha casa me derrubaram e passaram a me espancar, foi um massacre. Muitas pessoas presenciaram aquelas cenas de terror. Agradeço a uma moradora do bairro, que viu o ocorrido e com a sua moto conseguiu apartar por um momento, o que deu tempo para eu de me desvencilhar deles, chegar em casa e pedir socorro aos meus familiares, os quais, tentando me proteger, também foram agredidos, inclusive um menor de idade.

Tenho a acrescentar que, ao longo de meus 60 anos, nunca tive problemas com vizinhos por onde passei, sempre respeitei minhas vizinhanças, assim como sempre fui respeitado. Enquanto aposentado do serviço público, onde trabalhei por quase 40 anos, 23 deles em Cruz das Almas, sempre tive excelente relação de trabalho com pessoas e clientes, e agora venho desenvolvendo minhas atividades enquanto jornalista.

A guerra de espadas já teve o seu período romântico, era uma época que as espadas faziam parte de um contexto alegre de uma festa tradicional do povo nordestino e cruz-almense, inclusive se tornando uma referência importante para a cidade. No entanto, de alguns anos para cá esta sendo utilizado como um instrumento de medo e intimidação de pessoas e sendo utilizadas por vândalos. Desta minha opinião retiro os verdadeiros espadeiros, que, inclusive, declararam publicamente, através da associação, que este momento de pandemia não era o ideal para realizar tal prática, diante de um ambiente pandêmico no mundo que atinge também a nossa cidade. As vidas devem estar em primeiro lugar.

Por fim, agradeço as visitas, ligações e solidariedade de amigos, radialistas de uma emissora local e outras pessoas que se indignaram com esse lamentável ato de agressão e covardia a idoso, menor de idade e outras pessoas, ficando claro um total desprezo pela vida dos outros, pois, o pior poderia ter acontecido comigo. Diante do exposto, já estou tomando medidas cabíveis”.

Texto publicado nas redes sociais.

O Bahia Recôncavo se solidariza com Orlando Silva.

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