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Otto Alencar confronta Osmar Terra em sessão da CPI da Covid

O senador Otto Alencar (PSD-BA) confrontou ontem o ex-ministro da Cidadania e ex-deputado federal Osmar Terra (MDB-RS), durante sessão da CPI da Covid

O senador Otto Alencar (PSD-BA) confrontou ontem o ex-ministro da Cidadania e ex-deputado federal Osmar Terra (MDB-RS), durante sessão da CPI da Covid. O ex-auxiliar do governo Bolsonaro foi criticado por ter errado nas projeções sobre a pandemia. Em diversos vídeos, Terra aparece prevendo erradamente que as mortes pelo coronavírus estavam caindo e que a pandemia estava chegando ao fim. 

Terra chegou a dizer que haveria menos de mil óbitos por Covid no Brasil. No final de semana, o país registrou 500 mil mortes pelo coronavírus. Ontem, na CPI, o ex-ministro elogiou o desempenho da Suécia da pandemia, e foi desmentido por Otto Alencar. “Na Suécia, morreram seis vezes mais pessoas do que na Noruega e na Dinamarca. O seu dado está completamente errado, e lá teve uma CPI. O gabinete de lá caiu porque os deputados tomaram a iniciativa de retirar. Se no Brasil tem parlamentarismo, Bolsonaro já tinha sido retirado do poder há muito tempo”, rebateu o baiano. 

No final do ano passado, por falta de isolamento social, a Suécia sofreu com a covid-19 fora de controle, UTIs lotadas e escassez de profissionais de Saúde, segundo a BBC News Brasil. Em dezembro, a taxa de mortos pela doença na Suécia era de 780 a cada 1 milhão de habitantes. Era mais do que o dobro das taxas de mortos de todos os outros países escandinavos somadas, Finlândia, Noruega e Dinamarca. 

Otto criticou Terra por comparar o combate à Covid-19 com a epidemia da dengue. “É completamente diferente. A diferença é que a transmissão da Covid é pessoa por pessoa. A dengue tem um hospedeiro intermediário, por isso não fez vacina. Só combater o mosquito. Se fez teste em vitro para vacina, mas é muito fácil combater o mosquito da dengue. Mato o mosquito acabou com a dengue, a zika (…) É completamente diferente. Não dá para o senhor orientar o presidente da República”, declarou o baiano. 

O senador ainda desmentiu o deputado federal, que culpou o surgimento de variantes para o crescimento de mortes. Otto lembrou que, quando apareceu a primeira variante em Manaus, o Brasil já tinha mais de 300 mil óbitos. “Eu não quero colocar nenhuma palavra dura. Mas não teve nenhum respaldo científico as suas falas”, criticou. 

Fonte: Tribuna da Bahia

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