A prefeitura de Cruz das Almas realizou uma reunião no dia 13 de abril com a participação do prefeito Ednaldo Ribeiro, a Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Tiro de Guerra, Guarda Municipal, secretários municipais e representantes do Ministério Público para debater sobre a segurança nas escolas do município.
A secretaria de educação, Geisa Novaes dos Santos, 37 anos, que se fez presente na reunião, relata que após esse diálogo foi intensificada a ronda militar nas unidades escolares e entornos. Além de já terem sido iniciadas em algumas escolas reuniões de pais e mestres, orientando os pais para conscientizar os filhos diante das propagações do tema nos ciclos sociais.
Ela esclarece que é necessário essa comunicação intersetorial pois não é um problema apenas da secretaria de educação mas, que envolve segurança pública, saúde e as famílias.
Destaca também a importância fundamental dos pais nesse processo, para que haja investigação, orientação e acompanhamento.
Atualmente o município possuí um Núcleo de Educação Especial Inclusiva, que conta com uma equipe multidisciplinar, composta por psicólogos, assistente social, psicopedagoga, coordenadora especialista, assistente administrativa, nutricionista e a equipe do Departamento de Ensino.
Além da intensificação das rondas na segurança, a secretaria de educação juntamente com a presença de psicólogos em algumas unidades escolares vem fazendo palestras sobre temas como: bullying, violência, relações interpessoais e sexuais, agindo de forma preventiva. Orientando alunos e toda a comunidade escolar.
“É um momento que nós pais precisamos ter cautela, estar atentos, em observação constante, em vigilância.”
O diretor da APLB – Sindicato em Cruz das Almas e Presidente do Sindicato dos Servidores Municipais Cruzalmenses (SINDSEMC), Carlos Augusto Gonçalves Moreira, 53 anos, que também é professor licenciado, está no movimento sindical há 12 anos. Ele ressalta o objetivo da APLB de Cruz das Almas em defender os direitos dos trabalhadores da educação na rede municipal em ensino.
Diante dos recentes casos de violência, que vem provocando pânico na sociedade, os sindicatos têm estreitado laços com diversos setores de proteção ao cidadão: Ministério Público, Conselho Tutelar, Guarda Municipal e Polícia Militar.
“O que mais queremos é trazer discussão para os profissionais da educação”. O órgão vai realizar uma roda de conversa para debater o tema, pois acredita que discutir o aumento desses casos é o começo para entender as razões de tamanha barbaridade, e a partir disso definir medidas de prevenção.
“Além disso, entendemos que o caminho para reduzir a violência não é com autoritarismo e adoção de modelos de escolas cívico-militar. As escolas públicas seguem princípios de igualdade e permanência, liberdade de ensinar e aprender.”
Por meio do projeto Cuidando Daquele que Cuida, a APLB de Cruz das Almas e o Sindicato dos Servidores Municipais estão oferecendo acolhimento psicológico para filiados e seus dependentes.
Ataques a escolas no Brasil
A violência em escolas ganhou destaque nas últimas semanas após ataques de repercussão nacional. Em São Paulo, um menor de 13 anos, no dia 27 de março vitimou uma professora de 71 anos, na Escola Estadual Thomazia Montoro, escola de fundamental II, onde o autor do ataque era estudante.
Outro ataque ocorreu no dia 05 de abril em Blumenau, Santa Catarina, um homem de 25 anos, quem não teve sua identidade divulgada , invadiu um Centro de Educação Infantil ( CEI), matou quatro crianças com idade de 4 a 7 anos e feriu outras cinco.
Dois novos casos nessa semana deixaram o país em alerta. Segunda-feira (10), o caso ocorreu no Colégio Adventista de Manaus, Amazonas, o colégio acionou as autoridades e prestou atendimento médico aos feridos.
Já na terça-feira (11), duas adolescentes ficaram feridas em um colégio em Santa Tereza de Goiás. O adolescente responsável foi apreendido e levado para delegacia.
Por Anaize Rodrigues





