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Moradores da Baixa de Toquinha fecham cinco ruas em protesto contra lama no bairro

Os moradores da Baixa de Toquinha voltaram a protestar na tarde desta quinta-feira (6) em função do alagamento e da lama das ruas do bairro. Durante os protestos foram fechadas as ruas João Almeida Nascimento, Mané Garrincha, Dona Calu, Adventista e Antônia Taqueiro para o tráfego de veículos. Mais de 30 pessoas confirmaram à reportagem do Bahia Recôncavo que o movimento continuará todo o mês de junho até a Secretaria de Serviços Públicos de Cruz das Almas resolver o problema. Eles garantiram que, caso a situação continue, não permitirão a passagem de carros à Cabana do Bosque nos dias de festa do Forró do Bosque. O movimento começou na última terça-feira (4) na “Rua da Lama”.

Segundo os protestantes, o problema da lama e das poças de água foi agravado em 2013 porque a Prefeitura de Cruz das Almas demorou para passar a máquina. “Eles fizeram o serviço tem uma semana, em plena época de chuva. E mesmo assim fizeram errado”, acusa Kaliane Conceição.

“O que revolta é saber que enquanto estamos na lama, a cidade anuncia 30 dias de festa”, protestou Roque de Almeida, morador da Baixa de Toquinha. “O problema da lama sempre existiu, mas esse ano resolvemos fazer o movimento porque houve um erro no serviço e que deixou nossas ruas dessa maneira (alagadas)”, acrescentou Kaliane.

Na frente do Posto de Saúde da Família (PSF) do bairro, a reportagem do Bahia Recôncavo flagrou pacientes ilhados e sem poder deixar a unidade de saúde. No último domingo (2) a Baixa de Toquinha recebeu shows de forró na programação dos 30 dias de festa elaborados pela coordenação do São João de Cruz das Almas.

OUTRO LADO

A reportagem do Bahia Recôncavo falou por telefone com o secretário municipal de Infraestrutura, Paulo Moraes, e ele revelou que a administração iniciou um levantamento para realizar um projeto de urbanização da BR-101 até à localidade da Pumba,mais algumas ruas da Baixa de Toquinha, mas não tem previsão de quando o local será urbanizado.

Sobre a manifestação, o gestor acha válida para chamar a atenção, mas acredita ser um erro cercear o direito de trafegar das pessoas. “Acho interessante a população reclamar, mas proibir acesso é uma questão de legalidade. Não vou entrar no mérito, mas isso é uma coisa que não cabe à Prefeitura, mas a outros órgãos”, disse. Reportagem e foto: Maurício Medeiros

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