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Nova diretoria do CCAAB da UFRB assume na quarta-feira

Eleito para um mandato de quatro anos no Centro de Ciências Agrárias, Ambientais e Biológicas (CCAAB) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), professor Elvis Lima Vieira (à direita na foto) recebeu a equipe do Bahia Recôncavo, ao lado de seu vice, Josival Santos Souza (à esquerda na foto), para falar sobre suas propostas e expectativas no cargo que eles assumirão no dia 18 de setembro.

Professor da antiga Escola de Agronomia da Universidade Federal da Bahia (UFBA), que reunia no máximo 600 alunos no campus de Cruz das Almas, Elvis viu a instalação da UFRB e a criação dos quatro campi.

Atualmente, apenas o CCAAB, com os cursos de Agronomia, Biologia, Engenharia Florestal, Técnico em Agroecologia, Engenharia de Pesca, Medicina Veterinária, Zootecnia e Técnico em Gestão de Cooperativa, e mais a pós-graduação, são 2.308 discentes.

No corpo de professores do CCAAB existem 137 docentes. “Quase 90% tem doutorado”, afirma Elvis. São mais 75 servidores efetivos e outros terceirizados. “Há seis anos não tínhamos nada. O que nossa gestão mais visa é tornar o CCAAB mais visível”, diz o professor Josival Santos Souza.

Sua chapa foi escolhida na lista tríplice e seus planos ele enumera didaticamente. Segundo Elvis, em seu mandato ele pretende investir mais em ensino, pesquisa, extensão e cultura e administração. “Queremos abrir o centro para a comunidade. Queremos expor mais o que produzimos aqui. Queremos mostrar quem somos e posicionar o Centro como destaque”, diz o professor.

Bahia Recôncavo – Em ranking divulgado recentemente pela Folha de São Paulo, a UFRB não ficou entre as principais universidades. Como você, futuro diretor do CCAAB, recebe essa notícia?

Elvis – A UFRB é uma universidade nova. Isso ainda pesa para que essa avaliação ainda não seja o reflexo da realidade que nós temos. A UFRB é uma universidade muito bem instalada. Nós temos dois centros em Cruz das Almas, um em Amargosa, um em Santo Antônio de Jesus e um em Cachoeira.

Só aqui no CCAAB nós temos 2.300 alunos. Toda a UFRB tem 10 mil, aproximadamente. Ela (universidade) é bem eclética. Essa avaliação não privilegiou a verdadeira posição da UFRB. É preciso ter calma porque não se faz uma universidade apenas de construção, mas de outras variáveis que com o tempo se solidificam. E isso nós estamos fazendo. A UFBA tem anos e por isso ficou com maior destaque.

Bahia Recôncavo – Mas você acredita que a UFRB tem um ensino que não deve nada a outras universidades federais?

Elvis – Nós estamos no caminho certo. Nós estamos ainda em fase de construção. Nós estamos em fase de implantação ainda. Veja só: nossa biblioteca central ficou pronta esse ano. Nós tínhamos uma biblioteca que funcionava em outro prédio. Estamos construindo mais um pavilhão para gabinetes, estamos entregando um pavilhão de laboratórios do curso de Biologia. Veja: esse mês ainda, provavelmente, nós teremos a entrega do Hospital Veterinário, instalações do curso de Engenharia Florestal estão para ser entregues, tem instalações zootécnicas em construção e temos instalações na área de pesca também em construção.

Então, nós temos uma série de demandas que estão ligadas à implantação da UFRB. Eu acredito que daqui a quatro anos, aproximadamente, nós seremos detentores de toda a estrutura necessária, para, inclusive, ampliar o número de alunos aqui dentro. Aí nós teremos uma situação de produzir muito mais do que produzimos. Estamos em fase de implantação.

Bahia Recôncavo – Uma das grandes críticas, desde os tempos da antiga Escola de Agronomia, é a falta de extensão da Universidade com a comunidade do Recôncavo. O que, como diretor do CCAAB, você pretende fazer para aproximar mais a instituição da população?

Elvis – A UFRB foi formada, assim como as outras universidades, com esse tripé. Ensino, pesquisa e extensão. O CCAAB tem atividades na parte do ensino, que são nossos cursos, temos a parte da pesquisa, que tem três periódicos, temos os cursos de pós-graduação, com especialização, mestrado e doutorado, e na área de extensão temos desenvolvido algumas ações. Em nosso plano diretor, em particular, nós pensamos e faz parte a criação da Semana de Ciências Agrárias, Ambientais e Biológicas.

Bahia Recôncavo – Explica melhor o que será a Semana das Ciências Agrárias, Ambientais e Biológias.

Elvis – É similar a uma semana do fazendeiro. Nós vamos realizar em setembro ou outubro de 2014. Será uma vez por ano. Nós vamos ter atividade de pesquisa, extensionista, esporte e cultura. Isso é uma forma de divulgar o que fazemos e atrair o público externo para dentro da UFRB. Vamos criar o boletim técnico do CCAAB e a nossa revista eletrônica. Nós temos uma gestão de extensão e todos os eventos para divulgar mais o CCAAB.

Em nossa visão o CCAAB ainda é muito tímido em relação a Cruz das Almas, ao Recôncavo e até o próprio Nordeste. O CCAAB é uma dos maiores em sua área e estamos muito tímido em relação ao que fazemos e ao que podemos fazer para mudar a realidade do Recôncavo.

Bahia Recôncavo – O que você quer dizer quando chama o CCAAB de “tímido”?

Elvis – De não ser reconhecido. Eu acho até que a própria UFRB ainda é muito tímida no Recôncavo.

Bahia Recôncavo – O que você pode destacar de produção recente do CCAAB?

Elvis – Isso é uma falha nossa em relação a reunir as tecnologias geradas aqui e divulgar de forma viável e acessível. Esse boletim é justamente para isso. Nós temos vários produtos tecnológicos que são gerados na graduação e pós-graduação do CCAAB. Mas falta o veículo adequado para isso. Vamos mostrar isso de forma mais adequada a partir de agora.

Bahia Recôncavo – Em uma de suas metas e planos está qualificação do docente. Você pode explicar melhor, professor?

Elvis – Nós temos anualmente uma programação de qualificação dos docentes. Ou seja, os professores que querem fazer doutorado ou treinamento pós o doutorado têm acesso a essa qualificação. Isso é feito de maneira bem organizada, com escala, e vão fazer os cursos.

Bahia Recôncavo – Quais são as dificuldades que existem no CCAAB e que ainda precisam ser suplantadas?

Elvis – Nossa dificuldades, como falei antes, é porque ainda estamos em fase de expansão. Ainda falta para nós alguns laboratórios e instalações. A nossa dificuldade é a falta ainda da estrutura adequada para que a UFRB seja de fato uma instituição instalada com toda sua infraestrutura.

Bahia Recôncavo – Existe previsão para a conclusão dessas obras?

Elvis – É difícil fazer previsões. Porque isso envolve a parte de engenharia civil, a parte de licitação, de empresas externas, que muitas vezes começam e depois abrem falência. Elas abandonam e temos que fazer nova licitação. Às vezes as empresas brigam na Justiça durante a licitação, o que ocasiona atrasos. É uma burocracia que atrapalha e nós não temos controle sobre isso. A Reitoria sofre muito com isso, mas às vezes tem situações que fogem ao controle.

Entrevista e foto: Maurício Medeiros

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