
O ministro do Superior Tribunal de Justiça Humberto Martins recebeu com indignação a divulgação de mensagens que apontam que Deltan Dallagnol usou a delação premiada da OAS para inviabilizar sua indicação à vaga aberta no STF com a morte de Teori Zavascki em 2017.
“Procuradores passaram de todos os limites”, disse o ministro, à coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo.
Segundo os diálogos publicados hoje (1°), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli não foi o único alvo dos procuradores da Lava Jato na alta cúpula do Judiciário.
Os procuradores voltaram à mesa de negociações com a defesa da OAS em março de 2017, quando Léo Pinheiro estava preso em Curitiba e se preparava para prestar depoimento, no processo em que incriminou o ex-presidente Lula, no caso do tríplex de Guarujá.
O acordo com o empreiteiro foi assinado no fim do ano passado, mas não foi encaminhado pela procuradora-geral Raquel Dodge ao Supremo para homologação.
Ainda assim, quando o nome de Humberto Martins apareceu na imprensa como um dos cotados para a vaga no Supremo, Dallagnol procurou Pelella para sugerir que Janot alertasse o então presidente Michel Temer de que ele era um dos alvos da delação de Léo Pinheiro.
“É importante o PGR levar ao Temer a questão do Humberto Martins, que é mencinoado na OAS como recebendo propina…”, disse Dallagnol ao colega. “Deixa com ‘nós’”, respondeu Pelella.
O anexo sobre Martins só foi divulgada com a retomada das negociações, em março de 2017. Léo Pinheiro afirmou que a OAS pagou R$ 1 milhão a um filho do ministro em 2013 para obter uma decisão favorável no STJ. Em resposta, Martins disse à Folha que nunca atendeu pedidos da OAS e sempre se declarou impedido de julgar ações em que o filho atue.
Por: Metro1





