A PRAÇA SENADOR TEMÍSTOCLES
A Praça Senador Temístocles, que é considerada uma das mais arborizadas da Bahia, é o centro nervoso de Cruz das Almas. Nervoso no sentido de principal, onde tudo que diz respeito à urbe, acontece ou faz acontecer. Nela estão localizados lojas, restaurantes, bancos, escritórios, pontos de táxi e de mototáxi, o Paço Municipal… é nela que as pessoas passam, param, contemplam a fonte, negociam, conversam, discutem, tomam um cafezinho, comem um milho assado ou tomam uma água de coco. Ou tomam uma cerveja na Pérgula; não na pérgula propriamente dita, mas no bar, que agora é um quiosque, e se chama A Pérgula. Ou num dos outros vários quiosques em torno do coreto. Que, aliás, também não é um coreto, mas um bangalô, uma modernidade na época em que foi construído. O coreto que de fato nela havia (arquitetonicamente falando) foi demolido. Ficava, até o início dos anos 70, ali em frente ao Paço Municipal.
E se prestar um pouco de atenção, de manhã cedo ou no final da tarde, pode-se ouvir além do barulho dos carros, uma música, um anúncio no sistema de alto-falante ou o rebuliço sonoro dos pássaros.
Uma curiosidade histórica é que, até metade da década de 50, o centro da cidade, cuja extensão de um quilômetro (ia da Igreja Matriz, atual Catedral Diocesana, até o antigo Mercado onde aconteciam as feiras de sábado) era formado por trechos e ruas de nomes Landulfo Medrado, 1º de Dezembro, Frederico Costa, Quintino Ferreira e Cônego Franca. Porém, em 10 de maio de 1955, a Lei Municipal nº 72, sancionada pelo prefeito Ramiro Eloy Passos, suprime-lhes estes nomes e a praça principal da cidade passou a ter, então, unicamente a atual denominação de Praça Senador Temístocles.
EDISANDRO BARBOSA BINGRE – poeta, escritor, pesquisador memorialista, criador do site www.almanaquecruzalmense.com





