Cultura

FORRÓ EM CRUZ DAS ALMAS

Poesia de José Batista da Fonseca Neto

Em Cruz das Almas chegou o São João.
As ruas e as casas
Estão todas enfeitadas
Com bandeirolas multicoloridas.
As fogueiras estão acesas,
O milho está assando.
Todos estão dançando.

O povo tem prazer de receber
Os amigos com as iguarias juninas:
A saborosa canjica, o queijo cuia,
A pamonha, o Milho verde, o amendoim,
Os bolos de milho, de puba e de aimpim.
Coma de tudo um pouco, senão vai ser ruim.

Vamos beber licor:
Jenipapo, maracujá, umbu,
Chocolate, café, limão
E cajá todos muitos saborosos,
Mas não misture não,
Se você misturar, tonto vai ficar,
Quando você menos esperar.

No Arraial, nas casas, nas ruas,
A nossa querida cidade realiza
A sua maior festa popular.
Todos dançam forró, arrasta-pé e baião,
Até o sol chegar
Com muita animação.

Ao dançar o forró, xaxado,
O arrasta-pé e o baião,
Se pisarem no seu, não brigue.
Faça a sua festa,
Com muita paz
E amor no coração.

Se tocar espadas, foguetes, chuvinha,
Cobrinha, adrianino e vulcão.
Não facilite não,
Use sempre roupas grossas, capacete,
Botas, luvas de couro,
Para a sua proteção,
A sua vida é o seu maior tesouro.

Se beber não dirija,
Não dirija não,
Faça a sua festa
Com muita animação
Sempre com os seus
Pés no chão.

Boa noite!
Feliz São
João!

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