Comércio varejista segue em alta no mês de maio; volume de vendas foi 2,9% maior que abril, aponta IBGE
As vendas do varejo na Bahia tiveram aumento de 2,9% em maio deste ano, em relação ao mês anterior. Este é o segundo avanço consecutivo nessa comparação, já que as vendas haviam crescido 11,4% de março para abril. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e foram divulgados nesta quarta-feira (7).
De acordo com a pesquisa, com o desempenho de abril para maio, o volume de vendas do comércio varejista na Bahia já está 4,3% acima do patamar verificado no pré-pandemia, em fevereiro de 2020.
Além disso, o desempenho do varejo baiano também foi bastante positivo na comparação de maio deste ano com o mesmo período de 2020, pois teve avanço de 29,4%.
O percentual registrado na Bahia é superior à média nacional, que foi de 1,4%, de acordo com o IBGE. No entanto, foi apenas o 15º entre as 27 unidades da federação.
Segundo o IBGE, o desempenho do setor na Bahia também passou a ser positivo no acumulado nos 12 meses encerrados em maio, frente aos 12 meses anteriores, com alta de 3,5%. É o primeiro crescimento das vendas nessa comparação desde março de 2020, quando se iniciou a pandemia.
Pelo segundo mês consecutivo, sete das oito atividades do varejo restrito, que exclui as vendas de automóveis e material de construção, tiveram aumentos nas vendas, em comparação ao mesmo mês de 2020, segundo a pesquisa.
O IBGE informou que a taxa mais positiva veio mais uma vez do segmento de tecidos, vestuário e calçados (410,3%), que teve novo avanço recorde, superando com folga a queda que havia sido registrada em maio de 2020, frente a 2019 (-81,0%).
Com o forte avanço, a atividade já mostra crescimento nas vendas no acumulado entre janeiro e maio deste ano (20,2%), comparado ao mesmo período de 2020, embora siga em queda no acumulado em 12 meses (-12,0%).
Com a segunda maior alta, as vendas de outros artigos de uso pessoal (97,2%) tiveram a segunda principal contribuição para o bom resultado geral do varejo baiano em maio. Além disso, a pesquisa aponta que a atividade, que concentra as vendas de grandes varejistas online, apresentou seu terceiro resultado positivo consecutivo.
Assim como havia ocorrido em abril, o único resultado negativo do varejo baiano em maio veio dos hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-9,2%).
Sendo o segmento de maior peso na estrutura do comércio na Bahia, conforme explica o IBGE, ele mostrou o sétimo resultado negativo consecutivo e recua desde novembro de 2020. O acumulativo de perda é de -9,3% no ano, segundo pior resultado entre as atividades, à frente apenas de livros, jornais, revistas e papelaria (-35,4%).
A pesquisa também aponta que, em maio, o volume de vendas do comércio varejista ampliado baiano seguiu em crescimento (4,3%) comparado ao mês anterior, na série livre de influências sazonais. Foi o segundo resultado positivo consecutivo para o indicador no estado e acima do nacional (3,8%).
Foi ainda o segundo maior avanço das vendas do varejo ampliado desde o início da série histórica da PMC para esse indicador, em 2015, inferior apenas ao apresentado em abril (52,5%). No entanto, o IGBE destaca que esse crescimento se deu em cima da segunda maior queda na série histórica (-27,4%), registrada em maio de 2020, frente ao mesmo mês de 2019.
O varejo ampliado engloba, além do varejo restrito, as vendas de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, para as quais não se consegue separar claramente o que é varejo do que é atacado.
Já em comparação com maio de 2020, as vendas de veículos na Bahia apresentaram o quarto crescimento consecutivo (142,1%). O IBGE afirma que o estado teve o segundo maior aumento do país no mês entre as 12 unidades da federação onde o indicador é pesquisado, abaixo apenas de Pernambuco (161,8%).
Segundo o IBGE, este foi também o segundo maior crescimento da venda de veículos da série histórica, iniciada em 2001, inferior apenas ao registrado em abril (146,2%). Porém, o aumento se deu em cima da segunda maior queda da série histórica para a Bahia (-53,6% em maio de 2020 e o mesmo período de 2019).
Além disso, a pesquisa aponta que as vendas de material de construção também se mantiveram em alta no estado (3,5%), em maio, mostrando o terceiro resultado positivo consecutivo, porém apresentando o menor crescimento do país.
No acumulado deste ano, o varejo ampliado da Bahia seguiu em alta (15,5%), com um resultado superior ao do Brasil como um todo (12,4%).
Já nos 12 meses encerrados em maio, as vendas do varejo ampliado no estado passaram a apresentar avanço (3,4%) pela primeira vez desde março de 2020, porém em um patamar inferior ao nacional (6,8%) e com o terceiro pior resultado entre os estados. Fonte: G1





