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Programa Mais Médicos beneficiou mais de 5 milhões de pessoas na Bahia

Programa que completaria oito anos nesta quinta-feira (8), teve uma média anual de 1.437 médicos brasileiros e cubanos prestando serviços de saúde no estado

Ao longo dos 8 anos de atuação, o Programa Mais Médicos (PMM) atendeu cerca de 5,6 milhões de pessoas no estado da Bahia. Durante o período de efetivação do programa, o sistema de saúde básico foi ampliado para 72% na atuação nos hospitais,  deste modo, uma média anual de 1.437 médicos, brasileiros e cubanos passaram por 359 municípios baianos, isto é, 86% do território.

“Chegaram médicos desde distritos indígenas e comunidades quilombolas à periferia das grandes cidades, como Salvador, que recebeu mais de 100 médicos para as unidades em bairros onde os médicos daqui não se interessavam em trabalhar”, afirmou o então secretário de saúde da gestão Jaques Wagner, o atual deputado federal Jorge Solla.

Além do objetivo de assegurar e ampliar atendimento médico principalmente para a população menos assistida no país, o Programa Mais Médicos promoveu uma grande mudança cultural e de humanização na prestação do atendimento. Uma pesquisa nacional comandada pela UFMG demonstrou que a opinião da população quanto à qualidade do atendimento dos médicos do PMM está acima de 95%.

“Hoje, não há um prefeito, mesmo os da direita, que queira perder um médico do Mais Médicos em suas unidades de saúde, porque esse atendimento tem sido fundamental na garantia do funcionamento da atenção básica, no primeiro cuidado que resolve o diagnóstico e tratamento de doenças crônicas, evitando o agravamento de pacientes, dando qualidade de vida, salvando vidas”, destacou o ex-secretário.

No início de 2019, o presidente Jair Bolsonaro encerrou o programa com o pretexto de criar um novo, o que não se concretizou. “O novo programa não saiu do papel, foi um balão de ensaio. O que eles estão fazendo é matando o Mais Médicos ao não renovar contratos, nem realizar seleções para ocupar as vagas abertas pelo término dos vínculos”, criticou o ex-secretário de saúde.

Fonte: Tribuna da Bahia

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