Política

Em interação com apoiadores, Bolsonaro defende corte de R$ 2 bilhões do Fundão

Em interação com apoiadores nesta segunda-feira (26/7), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) defendeu uma redução no valor do Fundo Eleitoral voltado ao financiamento de campanhas. O valor, de R$ 5,7 bilhões, está previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2022 aprovada no início de julho pelo Congresso Nacional.

O projeto está na mesa do presidente da República para sanção ou veto. Bolsonaro já informou que pretende vetar o aumento, cuja previsão passou para R$ 5,7 bilhões. No último pleito, de 2020, o valor era de R$ 2 bilhões. O presidente não pode alterar o valor estipulado pelos parlamentares, apenas vetar ou sancionar o artigo que trata do Fundão.

Na saída do Palácio do Alvorada, um apoiador parabenizou Bolsonaro por vetar os R$ 6 bilhões, ao que o mandatário respondeu: “Deixar claro uma coisa: vai ser vetado o excesso do que a lei garante, tá? A lei [garante] quase R$ 4 bilhões. O extra de R$ 2 bilhões vai ser vetado. Se eu vetar o que tá na lei, eu estou em curso de crime de responsabilidade. Espero não apanhar do pessoal aí, como sempre”, disse.

“Se o pessoal começar a bater muito, vão escolher no segundo turno Lula ou, ou… Ou Ciro. A crítica é válida quando ela tem fundamento, pessoal”, prosseguiu. A conversa de Bolsonaro com apoiadores foi registrada por um canal no YouTube simpático ao presidente.

O Planalto estuda vetar os R$ 5,7 bilhões do fundão previstos na LDO, lei que dá as bases para a elaboração do Orçamento, e costura um acordo com o Congresso para estipular um outro valor em patamar menor, em torno de R$ 4 bilhões. Bolsonaro deve enviar ao Congresso até agosto a proposta de Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2022, que é a versão final do Orçamento do próximo ano. Nela, os parlamentares podem recompor o valor, em cifra menor. A LOA deve ser votada pelo Congresso até o fim de 2021.

O montante elevado de R$ 5,7 bilhões, bem acima da inflação, gerou crítica de parte da opinião pública. A proposta foi votada até mesmo por bolsonaristas, o que motivou reação nas redes sociais. Fonte: Metrópoles

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