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07 de setembro: a história e seus verdadeiros heróis e heroínas

A história da Independência do Brasil trouxe para a população brasileira uma visão romântica sobre aquele fato ocorrido às margens do Rio Ipiranga. Quem nunca vibrou ao ouvir o brado da Independência? Quem nunca acreditou que de fato o rompimento entre Brasil e Portugal aconteceu por intermédio do imperador D. Pedro? Ledo engano!

No entanto, essa visão da historiografia romântica do século XIX, além de retratar o dia 07 de setembro como o momento de nossa emancipação política, sob a figura de D. Pedro, ainda nos omite os verdadeiros heróis e heroínas da Independência do Brasil.

Outro fato curioso é que para deixar de ser colônia de Portugal, o Brasil precisou pagar a quantia de 2 milhões de libras esterlinas a Portugal. E diga-se de passagem, o Brasil não tinha esse dinheiro e pediu um empréstimo a Inglaterra e, assim, surgiu nossa dívida externa.

A história

Para compreender o processo de independência é necessário voltar a 1808, ano da transferência da família real para o Brasil.  Assim, D. João VI (rei de Portugal) temendo ser capturado por Napoleão fugiu para a colônia brasileira. Vale ressaltar, que esse período resultou em mudanças significativas para o Brasil, como o desenvolvimento comercial e econômico.

No entanto, se por um lado a então colônia de Portugal vivenciava grandes avanços, por outro o aumento dos tributos gerava insatisfação popular e interferia diretamente na administração da capitania. Dessa forma, revoluções começavam a surgir, a título de exemplo, podemos citar a Revolução Pernambucana que ocorreu em 1817.

Porém, Portugal também demostrava suas insatisfações e no ano de 1820 acontecia o ponta pé inicial para o processo de independência do Brasil. Assim, através da Revolução Liberal do Porto, Portugal buscava solucionar sua crise financeira e política forçando o retorno da coroa portuguesa para o país de origem. Em meio a essa turbulência, as relações entre Brasil e Portugal se estremeciam mais e mais, aumentando a pressão pelo rompimento. Portugal enviava tropas e mais tropas para o Rio de Janeiro exigindo o retorno do príncipe regente para Portugal.

Após resistir e não retornar para o país europeu, uma data ficou bastante conhecida “Dia do Fico”, assim, em janeiro de 1822, um documento com mais de 8 mil assinaturas foi entregue ao príncipe regente no Brasil. Consta-se que nesse documento exigia-se a permanência de D. Pedro no Brasil.

Como é possível imaginar, a situação entre Brasil e Portugal passava ainda mais por um período de efervescência. Dessa forma, em maio de 1822 algumas medidas eram aprovadas no Brasil anunciando que essa separação iria ocorrer. No mês de agosto do mesmo ano, ordens de Lisboa chegavam ao Brasil e decretavam o fim de algumas medidas em vigor do Brasil, além da acusação de traição sob os ministros de D. Pedro.

Independência ou Morte, do pintor paraibano Pedro Américo (óleo sobre tela, 1888).

Porém, em 02 de setembro de 1822, Maria Leopoldina, organizou uma sessão extraordinária e assinou uma declaração de independência e a enviou para D. Pedro que estava em viagem a São Paulo. O mensageiro, chamado Paulo Bregaro, alcançou a comitiva de D. Pedro, na altura de São Paulo, quando estavam próximos ao Rio Ipiranga. Assim, o príncipe confirmou a ordem de independência as margens do Rio Ipiranga. No entanto, muitos historiadores não confirmam se houve realmente o brado de independência. No mês seguinte, em 12 de outubro de 1822, D. Pedro foi aclamado imperador e coroado D. Pedro I no dia 1º de dezembro de 1822.

É importante destacar que após todos esses acontecimentos, Portugal ainda resistiu em solo brasileiro juntamente com os apoiadores que eram leais ao país português. Sendo assim, a defesa pela independência foi travada através de uma guerra sangrenta, que ocorreu, principalmente, em quatro locais: Pará, Bahia, Maranhão e Cisplatina (atual Uruguai).

Mas, foi na Bahia, após muito sangue derramado que em  02 de julho de 1823 as tropas portuguesas foram derrotadas e expulsas definitivamente do Brasil.

O Primeiro Passo para a Independência da Bahia”. Quadro: Antônio Parreiras

Heroínas e heróis e da Independência

Alguns brasileiros e brasileiras, tiveram uma participação muito importante para a emancipação política do nosso país. Mas, alguns são completamente desconhecidos pelo povo brasileiro, traídos pela própria história muitos e muitas não são reconhecido e reconhecida nesse processo histórico na luta pela independência do Brasil.

É importante destacar a atuação feminina, as mulheres desempenharam papeis importantes e estiveram na linha de frente para buscar a liberdade do Brasil, entre elas, três mulheres baianas que marcaram a história: Maria Felipa, Joana Angélica, Maria Quitéria.

Heroínas da Independência: Maria Felipa, Maria Quitéria e Joana Angélica/ Foto: Reprodução

Na lista masculina quatro heróis nordestinos são considerados figuras importantes para a independência do Brasil. Pois, o processo de separação estava emergindo do seio popular, através das revoluções contra a dominação portuguesa, são os pernambucanos: Frei Caneca e Domingos José Martins. Já os baianos Luís Gonzaga das Virgens e Veiga e Cipriano Barata marcaram a história com suas participações na luta pela liberdade do Brasil.

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