
Na noite desta segunda-feira (06), a Câmara Munipal de Cruz das Almas realizou a 22ª Sessão Ordinária do segundo período legislativo. Assim, o presidente da Câmara Thiago Chagas destacou que esta sessão daria celeridade em algumas pautas e desta forma não haveria a utilização do pequeno e nem do grande expediente para fala. De acordo com ele, isso foi decidido em conjunto pelos líderes de bancadas e presidência da Câmara. Assim, ocorrerá apenas leitura e deliberações.
A saber, devido a principal votação da noite: Projeto de Lei do Executivo Municipal que cria o Distriro Industrial de Cruz das Almas 2 , a Casa do Povo, recebeu uma grande quantidade de pessoas. Porém, o que parecia ser apenas a população da cidade fiscalizando o Poder Legislativo se tornou visivelmente uma questão política, partidária e com intenções claras de apoio a situação.
A sessão foi marcada por momentos de tensões e debates, a partir das votações da odem do dia, vale destacar as discussões acerca do desconto no subsídio dos vereadores da Câmara Municipal. Desta forma, as discussões ficaram por conta de Ricardo Pinheiro que defendeu este projeto de Lei para que ocorra descontos na remuneração dos vereadores caso eles faltem as sessões sem justificativas.
Por outro lado, Renan de Romualdo, destacou que neste projeto há erros e irregulararidades, mas que ele votaria favorável, mas “não dá para comparar vereador com trabalhador, pois trabalhador tem a CLT e o vereador tem o regimento interno e a Lei Orgânica”, destacou o edil.
Os ânimos se exaltaram a partir da votação do requerimento, principalmente na galeria, o vereador Pedro Melo em sua fala indagou a respeito da identidade da falsa médica investigada na CPI da Saúde do Município de Cruz das Almas. Pedro defendeu o requerimento e justificou como este pode ajudar a punir todos os responsáveis pela atuação dessa falsa médica.
Em contrapartida, com a fala da vereadora Maria Cedraz mais uma vez o público da galeria se exaltou e aplaudiu a fala da edil. Sendo necessário intervenção do presidente da Câmara, este mais uma vez precisou ressaltar que não poderia haver manifestações favoráveis ou contrárias na galeria.
Maria Cedraz salientou que a Comissão já tem as respostas e não era necessário este requerimento e que cabe a comissão mandar o relatório ao Ministério Público. Assim, a vereadora prosseguiu com sua fala: “vamos parar de tocar terror na populaçã, nunca existiu falso médica”. Após sua explanação mais uma vez o clima ficou acalorado e as discussões continuaram entre os próprios parlamentares. Sendo assim, a bancada de situação votou contra, logo, o requerimento foi reprovado por oito votos a seis.
Dando seguimento a Ordem do dia o próximo item para apreciação foi a retirada da matéria, o Projeto de Lei 16 /2021 que altera o zonemanento da cidadede Cruz das Almas. Para iniciar, a fala ficou por conta de Camila Moura, esta por sua vez, destacou que esse projeto visa manter uma área para atrair fábricas e indústrias para geração de emprego e renda para a cidade. O caminho para o desenvolvimento de emprego na cidade é industrial.
Para Camila não há nenhum impedimento legal e ela cobrou rapidez para a aprovação, pois várias empresas possuem interesse em se instalerem em Cruz das Almas. Assim, esta cidade não pode ficar refém da Câmara de Vereadores impendindo que essas fábricas venham para a cidade.
Após sua fala a galeria se manifestou fortemente com aplausos. Mais uma vez Thiago Chagas precisou intervir pois manifestações contrárias ou favoráveis na galeria são proibidas pelo regimento interno. Assim, Camila pediu para que o voto fosse contrário a retirada dessa matéria.
Pela oposição, Pedro Melo teve o momento de fala e destacou que o projeto está incompleto e necessita de mais informações. De acordo com o edil além do impacto ambiental há também as plantas das áreas que serão utilizadas, as empresas que estarão presentes, ou seja faltam informações e querem aprovar um projeto sem maiores análises. O parlamentar ressaltou a ausência da bancada de situação nas reuniões da comissão para verificar qual parecer foi dado pelo jurídico.
Pedro Melo ainda explicou que a bancada de oposição votará favorável a este projeto desde que haja maiores complementos para que a Comissão análise e dê o parecer. Após sua fala, Pedro Melo foi vaiado e houve xingamentos, mostrando claramente um público de apoio ao executivo. Foi um dos momentos mais tensos e precisou da suspensão de cinco minutos.
Por fim, mais uma vez a fala de Cedraz contribuiu para os ânimos se exaltarem, a vereadora acusou a Câmara de ditadura: “Como parlamentar eu tenho palavra livre e eu posso dar sugestão que eu pensar. Aqui nessa Câmara querem implantar a ditadura e calar a voz”. Diante do clima tenso a Sessão foi suspensa e encerrada.
De acordo com informações de pessoas presentes na sessão, até a polícia foi acionada para estar no local.





