
Pessoas infectadas com a variante ômicron do coronavírus têm 40% a 45% menos risco de internação hospitalar do que as que pegarem a cepa delta. A informação é resultado de um estudo publicado na 4ª feira , 22, pela Imperial College, de Londres.
A pesquisa também mostrou que as chances de o paciente com ômicron procurar o atendimento hospitalar é 15% a 20% menor do que nos casos de delta.
Já a reinfecção pela cepa está associada a uma redução de 50% a 60% no risco de hospitalização em comparação com infecções primárias.
O estudo inclui todos os casos de covid-19 confirmados na Inglaterra por teste PCR de 1º a 14 de dezembro de 2021. Foram analisadas 56.000 infecções por ômicron e 269 mil por delta. No relatório, atendimento hospitalar foi definido como qualquer registro de atendimento em um hospital dentro de 14 dias da realização do PCR. Internação é quando o paciente passa 1 ou mais dias na unidade de saúde.
Os cientistas alertam que ainda não há dados suficientes para que a gravidade da ômicron seja avaliada em desfechos mais graves, como internação em UTI (unidade de terapia intensiva) ou morte. De acordo com o professor Neil Ferguson, do Imperial College London, ao considerar o maior risco de infecções por ômicron, não é possível afirmar que a nova variante dará um respiro aos hospitais.
O estudo inglês corrobora outras duas pesquisas divulgadas nesta semana. Uma delas foi feita na África do Sul e a outra na Escócia. Embora ainda preliminares, ambas também sugerem que a variante tenha menor probabilidade de hospitalizações.
Fonte: A Tarde





